CEI das Pastinhas vai ouvir sócio da J. Virgílio nesta sexta

Paulo Silas confirmou que prestará depoimento à comissão. Empreendimento da empresa que comanda é suspeito de ter sido beneficiado no esquema

Comissão Especial de Inquérito reunida | Foto: Alberto Maia

Comissão Especial de Inquérito reunida | Foto: Alberto Maia

O empresário e sócio da J. Virgílio Imóveis Paulo Silas será ouvido nesta sexta-feira (11/9) durante a CEI das Pastinhas. Na Câmara de Goiânia, ele prestará esclarecimento sobre um suposto favorecimento por parte da prefeitura para construção irregular de um edifício na capital.

Após analisar documentos entregues pela Secretaria do Planejamento Urbano e Habitação (antiga Seplamh), a comissão de vereadores decidiu convocar uma série de empresários que teriam sido beneficiados no esquema — que ocorreu durante a gestão do ex-prefeito Iris Rezende (PMDB).

Até agora foram registradas irregularidades em 31 processos analisados pela CEI das Pastinhas. A maioria advém do fato que os empreendimentos não constam na lista do anexo da Lei Complementar 204 — que elencou os 131 empreendimentos que poderiam continuar a complementar a documentação durante a transição do antigo para o novo Plano Diretor, em 2007.

O Plano Diretor, aprovado naquele ano, concedeu dois anos para que projetos em andamento fossem concluídos de acordo com as regras vigentes na data do protocolo. O prazo terminou no dia 21 de outubro de 2009. Havia ainda a Lei Complementar 204, que prorrogou o período até 22 de outubro de 2010, mas apenas para 131 projetos que constavam em lista anexa.

Entretanto, investigação aponta que datas de alguns documentos teriam sido alteradas para encaixarem no período de dois anos de ajuste. Conforme explica o vereador Elias Vaz (PSB), a maioria das obras investigadas foram aprovadas um ano depois que foi expirado o prazo do Plano Diretor, e não estavam na lista anexa à lei complementar.

Não notificado

Além de Paulo Silas, o proprietário da Construtora Merzian, Malkon Merzian, também era esperado na sexta-feira (11). Contudo, a CEI não conseguiu notificá-lo pessoalmente, pois, o empresário teria alegado que estaria “acamado”. A diretoria da construtora foi notificada e, provavelmente, Merzian terá que ser levado coercitivamente.

 

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