Categorias criticam descaso da gestão Iris e cobram compromisso com servidores

Unidos, 16 sindicatos que representam funcionários de todas as áreas exigem pagamento da data-base 

Sindicatos se reúnem com o secretário Samuel Almeida | Foto: Bruna Aidar

Em assembleia conjunta no Paço Municipal na manhã desta quarta-feira (26/7), representantes de 12 sindicatos protestaram contra a gestão do prefeito Iris Rezende (PMDB). Unidos, eles lançaram o movimento “Reaja, servidor”, com o objetivo de cobrar, de forma conjunta, 16 reivindicações.

Em entrevista ao Jornal Opção, a presidente do Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de Goiás, Lorena Baía, explicou que a pauta conjunta é a data-base para todos os servidores. “O reajuste é um direito constitucional, o prefeito e a Câmara aprovaram um projeto que concede reajuste de 4,08% ao Legislativo. Queremos o mesmo respeito e isonomia, ou seja, o mesmo índice para todas as categorias com pagamento retroativo”, disse.

Segundo ela, outro ponto é o pagamento do salário dentro do mês trabalhado. Há pelo menos 19 anos, os servidores recebiam até o último dia trabalhado. No entanto, desde que assumiu, Iris tem pagado até o quinto dia útil (como prevê a legislação). “Não é ilegal, mas prejudica os trabalhadores que já tinham se programado para aquela data”, completou.

Além disso, a farmacêutica critica o descaso da gestão para com os servidores da Saúde. “Há colegas que trabalham nos plantões de 12 horas da prefeitura e recebem um vale alimentação irrisório, de R$ 7,50. Não se compra um almoço neste valor em nenhum lugar da capital”, lamentou.

Não é só o valor que prejudica os trabalhadores. Presidente do  Sindicato Dos Trabalhadores de Goiânia (Sindigoiânia), Max Nascimento relatou, ao Jornal Opção, que o benefício é pago por meio de cartões, que não são aceitos em todos os estabelecimentos. “Aliás, não é aceito em restaurante nenhum, só em alguns supermercados. Dá para comprar dois pães de queijo, um café e chiclete para manter a glicose”, criticou.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores Goiás (CUT-Goiás), Mauro Rubem, a gestão Iris Rezende tem sacrificado a população e os servidores para fazer caixa. “É um absurdo, quantas pessoas precisando de vagas de UTI, remédios, e o prefeito guardando dinheiro. A vida deveria ser priorizada”, alegou.

A insatisfação dos sindicatos que representam praticamente todas as categorias se dá porque a Prefeitura de Goiânia tinha, constitucionalmente, que ter encaminhado o projeto de reajuste da data-base até maio de 2017. Mesmo que não houvesse previsão alguma de compensação à inflação, o texto deveria tramitar na Câmara Municipal.

“Estamos unidos aqui para exigir que a prefeitura respeite o servidor e atenda bem a população. Prefeito tem que nos receber, queremos uma negociação civilizada, mas se não quiser vamos usar outros meios”, argumentou em referência a um indicativo de greve geral.

No final da manhã, o secretário municipal de Governo, Samuel Almeida, recebeu os representantes para discutir as pautas.

 

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