Caso Valério Luiz: Verificada tentativa de arrombamento em sala do Fórum de Goiânia onde processo está guardado

Nos próximos dias serão analisados criteriosamente todos os processos para verificar se está faltando algum volume ou página nos mesmos

Durante a madrugada desta quarta-feira (10/9), foi verificada a tentativa de arrombamento na sala dos promotores do Fórum de Goiânia, onde funciona a 92ª Promotoria de Justiça. Dentro do cômodo estavam dois dos mais de 20 volumes sobre o processo do assassinato do jornalista Valério Luiz. Pelo Facebook, o filho do cronista, Valério Luiz Filho, alegou que a motivação para o arrombamento seria a aquisição dos autos do processo de seu pai.

Em nota, o Ministério Público de Goiás (MPGO) confirmou a “possibilidade de tentativa” do arrombamento. De acordo com a promotora titular da unidade, Silvana Antunes Vieira, foi realizada ocorrência em delegacia e uma perícia pelo Instituto de Criminalística, que encaminhará um laudo pericial. Também foi solicitada à Diretoria-Geral do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) cópia da filmagem das câmeras de segurança.

A promotora informou que durante os próximos dias serão analisados criteriosamente todos os processos para verificar se está faltando algum volume ou página nos mesmos.

Caso Valério Luiz

Valério Luiz foi executado a tiros aos 49 anos quando saía da então “Rádio Jornal 820 AM”, no Setor Serrinha, em Goiânia. O cronista era filho do também comentarista esportivo Manoel de Oliveira, o Mané de Oliveira. As investigações apontaram que o jornalista foi morto pelas duras críticas dirigidas a diretoria do Atlético Clube Goianiense (ACG) no Jornal de Debates, na “Rádio Jornal”, e no programa Mais Esporte, da “PUC TV”.

Ex-presidente do time, o cartorário Maurício Sampaio é o acusado de ser o mandante do crime e responde em liberdade. Em junho de 2013, o juiz Antônio Fernandes de Oliveira concedeu habeas corpus aos quatro acusados de envolvimento na morte do radialista: Marquinhos, o cabo da Polícia Militar Ademá Figueredo, o sargento Djalma da Silva e o motorista Urbano de Carvalho Malta.

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