A casa onde morou Josephina Ludovico de Almeida, mãe de Pedro Ludovico Teixeira, no Centro de Goiânia, não será demolida, segundo o secretário municipal de Eficiência, Fernando Petternella. A informação foi confirmada ao Jornal Opção nesta terça-feira, 20. O imóvel está localizado nas proximidades da Viela 7, na região central da capital.

De acordo com o secretário, o imóvel é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o que impede sua demolição sem a devida autorização do órgão.

Petternella explicou que a Prefeitura de Goiânia pretende encaminhar um ofício ao Iphan para discutir possíveis intervenções na estrutura. A intenção é identificar alternativas para solucionar os problemas existentes, respeitando as normas de preservação do patrimônio histórico. “Eu vou até preparar um ofício aqui para o Iphan, solicitando uma solução lá, para ver o que a gente pode fazer naquele sentido”, afirmou.

Entre as possibilidades mencionadas pelo secretário estão a restauração do imóvel ou a adoção de medidas para seu fechamento. Segundo ele, qualquer intervenção deverá ser discutida previamente com o órgão responsável pela proteção do patrimônio.

Mais cedo, o prefeito Sandro Mabel mencionou a antiga residência de Josephina Ludovico de Almeida entre os imóveis abandonados do Setor Central que precisam receber uma destinação. O levantamento realizado pela Prefeitura também inclui outras construções sem uso, como um antigo mercado localizado atrás do Parthenon Center e o edifício conhecido como Redondo da Araguaia.

“Estamos dando a revitalização do Redondo. Dentro disso daí, nós encontramos prédios como esse, como a casa da mãe do Pedro Ludovico, que precisam receber uma solução”, afirmou o prefeito.

Redondo da Araguaia poderá ser transformado em apartamentos

Ainda nesta terça-feira, Mabel informou que o edifício conhecido como Redondo da Araguaia, localizado no Centro de Goiânia, poderá ser transformado em apartamentos destinados à locação por temporada.

O prefeito esteve no local para acompanhar as medidas voltadas à recuperação do imóvel, que permanece abandonado há mais de três décadas.

Segundo Mabel, os atuais proprietários adquiriram o prédio há pouco mais de um ano e pretendem retomar as obras para dar uma nova destinação à estrutura. Um projeto de readequação já foi elaborado com o auxílio de um arquiteto, mas ainda precisa ser apresentado à Prefeitura para análise e aprovação.

“Depois de mais de 30 anos abandonado, o prédio redondo da Avenida Araguaia vai ganhar uma nova vida”, afirmou o prefeito em publicação nas redes sociais.

Mabel também informou que o município está cobrando providências dos responsáveis pelo imóvel para reforçar a segurança, impedir novas invasões e garantir a conservação da estrutura.

A recuperação do edifício integra as iniciativas da administração municipal para revitalizar a região central de Goiânia e buscar soluções para imóveis que permanecem sem utilização.

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