Carreta oftalmológica contribui para reduzir em 40% fila de espera em Goiânia
12 setembro 2026 às 13h30

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A carreta oftalmológica do Ministério da Saúde contribuiu para uma redução de até 40% na fila de espera de pacientes que aguardavam algum procedimento na área. Em Goiânia, durante três meses, ela ficou estacionada ao lado da Antiga Estação Ferroviária, na Praça do Trabalhador. Segundo Paula dos Santos, superintendente de Regulação e Avaliação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), durante este período, mais de 3,7 mil pessoas foram atendidas com consultas e exames oftalmológicos.
Além dos atendimentos clínicos, aproximadamente 1,6 mil pessoas passaram por procedimentos cirúrgicos de catarata. A iniciativa funcionou como complemento à estrutura disponível na rede municipal e permitiu ampliar a capacidade de atendimento dos pacientes que aguardavam no Complexo Regulador Municipal de Goiânia.
“A carreta ficou conosco durante três meses. Fez atendimentos de consultas e exames oftalmológicos, chegando a atender mais de 3.700 pessoas nesse período. Também realizou procedimentos cirúrgicos de catarata, atendendo praticamente 1.600 pessoas”, destacou Paula.
A carreta recebeu pacientes de diferentes localidades e atuou de forma complementar à rede própria de Goiânia. Com mais uma estrutura realizando consultas, exames e cirurgias, pacientes que aguardavam na regulação conseguiram acessar os procedimentos em menor tempo. “Conseguimos dar vazão à fila que tínhamos dentro do Complexo Regulador Municipal de Goiânia. Atendemos munícipes de vários locais, não só da capital, e conseguimos diminuir nossa fila em praticamente 30% a 40% do que tínhamos”, ressalta.
Ainda de acordo com Paula dos Santos, a carreta não substituiu os serviços oftalmológicos já oferecidos pelo município. A estratégia foi utilizada para ampliar temporariamente a capacidade de atendimento e acelerar o acesso dos pacientes aos procedimentos. A parceria com o Ministério da Saúde também permitiu que os atendimentos fossem realizados simultaneamente aos serviços mantidos pela própria rede municipal.
“A carreta vem como complemento. Ela acelera esse acesso, faz com que a população seja atendida mais rapidamente e com que quem está aguardando na fila espere por menos tempo, com um serviço de qualidade, que foi o que prezamos desde o início da parceria com o Ministério.”
Apesar do encerramento das atividades da carreta, os pacientes que realizaram cirurgias nos últimos dias continuarão recebendo acompanhamento médico. Os retornos serão realizados pelos profissionais responsáveis pelos procedimentos em uma unidade da rede municipal de Goiânia. O objetivo é garantir que os pacientes tenham acompanhamento durante todo o período pós-operatório.
“Quem terminou seus procedimentos cirúrgicos durante esta última semana não vai ficar sem os retornos de acompanhamento. Os profissionais da carreta vão atender esses pacientes em uma unidade do município de Goiânia.”
Nova vida
Uma das atendidas foi a dona de casa Maria Helena Borges, que já convivia havia algum tempo com a necessidade de realizar a cirurgia de catarata. Usuária de óculos há mais de 20 anos, ela conta que a condição dificultava sua rotina e que viver com o problema não era fácil.
Após conseguir acesso ao procedimento, Maria Helena passou pela cirurgia nos dois olhos. “Já tinha tempo que precisava fazer essa cirurgia. Não era fácil. Eu já uso óculos há mais de 20 anos, acostumei a usar, mas não era muito bom.”
Ela, que passou por cirurgia nos dois olhos, avaliou positivamente a assistência recebida desde a chegada ao serviço até a realização das cirurgias. Segundo ela, a equipe foi prestativa durante o atendimento. “O atendimento foi muito bom, foi bem prestativo. Foi bom, não tenho nada do que reclamar.”
Depois de conviver com a catarata e passar pelas duas cirurgias, Maria Helena espera que os procedimentos representem uma mudança em sua qualidade de vida. Questionada sobre a expectativa de iniciar uma nova fase após o tratamento, respondeu de forma simples. “Nova vida? Espero que sim.”
Outras especialidades
Segundo Nilton Pereira Júnior, secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde, o impacto da iniciativa não se limita aos pacientes chamados para realizar procedimentos diretamente na unidade móvel.
À medida que pessoas que aguardavam atendimento são encaminhadas para a carreta, a fila convencional também diminui. Com isso, os pacientes que permanecem aguardando podem ser atendidos mais rapidamente pelos prestadores que já atuam no município. “Quem vem para ser atendido aqui já sai com o seu problema resolvido. E quem não foi chamado para o atendimento na carreta vai continuar na fila, só que em uma fila menor, que será atendida mais rapidamente pelos prestadores que já existem no município.”
A carreta faz parte do Agora Tem Especialistas, programa que, segundo Nilton, busca reduzir filas e o tempo de espera por diferentes procedimentos especializados. Além da oftalmologia, a estratégia conta com unidades destinadas à saúde da mulher e carretas de exames de imagem, que oferecem serviços como tomografia e ultrassonografia.
“O programa Agora Tem Especialistas tem essa função: reduzir o tempo de espera e as filas de vários procedimentos. Não só com a carreta de oftalmologia, mas também com a carreta de saúde da mulher e a carreta de imagem, que tem tomografia e ultrassonografia”, pontuou.
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