Após declarações bombásticas de que presidente teria sido gravado dando aval para compra do silêncio de Eduardo Cunha, deputado protocolou pedido de impedimento

Molon protocola o pedido de impeachment | Foto: reprodução

O deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) protocolou, na noite desta quarta-feira (17/5), um pedido de impeachment do presidente da República, Michel Temer (PMDB).

A justificativa é que o peemedebista teria atentado contra a Constituição ao cometer crime de responsabilidade. Segundo a denúncia, houve ação “incompatível com a dignidade, honra e decoro do cargo” no caso envolvendo uma suposta gravação que comprova que Temer incentivou a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB).

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Segundo informação publicada pelo colunista de “O Globo” Lauro Jardim, o empresário e presidente da J&F (holding que controla a JBS), Joesley Batista, entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o conteúdo de uma gravação na qual o presidente Michel Temer (PMDB) dá o aval para a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O encontro teria acontecido no dia 7 de março, no Palácio do Jaburu, em que Joesley Batista aparece contando a Temer que estava dando a Cunha e ao operador Lúcio Funaro — ambos presos no âmbito da Operação Lava Jato — uma mesada de R$ 500 mil para que não assinassem qualquer tipo de colaboração ou delação. Diante da informação, o presidente teria respondido: “Tem que manter isso, viu?”.

Sendo assim, Molon pede que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), receba a denúncia e instale uma comissão especial. Entre as testemunhas estão o próprio Joesley Mendonça Batista, o senador José Perrella de Oliveira Costa (PTB-MG); o deputado federal Rodrigo Costa da Rocha Loures; o senador Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG); e o procurador-geral Rodrigo Janot.