Caiado diz que falta de profissionais impede aumento da estrutura hospitalar em Goiás

“Nós expandimos hoje o máximo da capacidade que temos a para atender os pacientes”, disse governador ao assinar novo decreto de reabertura do comércio por 14 dias

Ronaldo Caiado | Foto: Lívia Barbosa / Jornal Opção

O governador Ronaldo Caiado (DEM), durante coletiva realizada na manhã desta segunda-feira, 13, falou sobre a estruturação do sistema público de saúde em Goiás para enfrentamento da Covid-19. De acordo com o governador, o Estado chegou ao limite de atendimento de pacientes e não há mais condições de aumentar a oferta de leitos.

Na ocasião, Caiado assinou o novo decreto que regulamenta a abertura do comércio nos próximos 14 dias. O documento tem validade a partir desta terça-feira, 14. “Não é porque vamos ter a abertura de 14 dias que será desordenado. Temos regras e protocolos nosso e da prefeitura. Com regras para abertura com responsabilidade. Ninguém no mundo conseguiu fazer acordo com o coronavírus”, afirmou.

O governador pediu cautela e conscientização à população para que Goiás não enfrente um colapso do sistema de saúde. “O recurso humano neste momento é limitado, a compra de aparelho neste momento é limitado. Quem é que fabrica um médico intensivista, um enfermeiro, um fisioterapeuta, um maqueiro? Como que fabrica isso em escala, como se faz em uma indústria? Nós expandimos hoje o máximo da capacidade que temos para atender os pacientes”, afirmou.

Caiado lembrou que Goiás assumiu pra si a estadualização de hospitais no interior. O governou citou cidades como Itumbiara, Jataí, Luziânia, Águas Lindas, Formosa, Porangatu, Trindade, São Luís de Montes Belos que não tinham hospitais públicos e leitos de UTI e disse que tudo foi feito em tempo recorde.

“Essa tese de enfrentamento de vida e economia é um falso dilema. Vocês sabem que nós queremos a diminuição do processo de contaminação. Isso que é importante já que o estado chegou à capacidade máxima de leitos de UTI. Nossos colegas já estão trabalhando 24 horas por dia, sete dias na semana. Não cobrem o impossível”.

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