Bolsonaro pretende vetar legalização de jogos de azar

Projeto ainda passará pelo Senado Federal, mas o presidente da República adiantou que o PL será vetado no Palácio do Planalto 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) adiantou na sua última live que pretende vetar o Projeto de Lei (PL) que cria o Sistema Nacional de Jogos e Apostas e que legaliza os cassinos, bingos, videobingos, jogos online, corridas de cavalo e jogos do bicho. O texto foi aprovado por 246 votos a 202 na madrugada da última quinta-feira, 24, e ainda será analisado pelo Senado Federal.  

O liberal adiantou que já se decidiu pelo veto, independente da redação final. Bolsonaro, inclusive, já adiantou a sua decisão aos presidentes da Câmara Federal, Arthur Lira (PP), que é um dos principais articuladores, e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), que precisa colocar o texto em votação. “Uma vez aprovado, a gente vai exercer o nosso direito ao veto”, disse o presidente.  

Para derrubar o veto, o Congresso Nacional (Câmara e Senado) precisará analisar o texto em uma sessão conjunta. São necessários 257 votos (11 votos a mais do que os 246 que votaram a favor da aprovação) para derrubar o veto na Câmara e 41 senadores para derrubar o veto no Senado Federal, onde o presidente acha difícil que o veto seja rejeitado.  

“Eu tenho o meu limite fiz o que pude para derrotar o projeto na Câmara Federal, mas infelizmente foi aprovado. O que eu já decidi é que vamos exercer o nosso poder de veto, que acho ser difícil”, comentou o presidente que lamenta a aprovação do projeto.  

A orientação de Bolsonaro segue a linha ideológica dos evangélicos e católicos, que têm sido o principal empecilho para a aprovação da matéria. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que é ligada à Igreja Católica, inclusive divulgou uma nota contra a matéria e diz que tem uma “posição inegociável”. “Cabe-nos, por razões éticas e evangélicas, alertar que o jogo de azar trazer irreparáveis prejuízos sociais e familiares”, afirmaram os bispos.  

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