Bolsas registram queda após reeleição de Dilma

Petrobras liderou baixas após a abertura do pregão. Mercado internacional também não reagiu bem ao resultado das eleições no Brasil

O dólar disparou mais de 4% logo após o início dos negócios nesta segunda-feira (27/10), chegando a R$ 2,56 e voltando aos valores máximos desde 2008. O resultado se deu depois da reeleição de Dilma Rousseff (PT) nesse domingo (26). As ações da Petrobras também caíram.

Na Bolsa de Valores de São Paulo, o índice Bovespa, principal indicador do mercado acionário brasileiro, abriu em queda. Às 12h, se desvalorizou 4,66%, aos 49.518 pontos. As ações da Petrobras caíram em mais de 11%, mas abriram o pregão com baixa de 14%.

No mesmo horário, o dólar subiu 2,96%, a um valor de R$ 2,532 na venda no câmbio comercial. A máxima chegou a 4,21%, a R$ 2,5605, maior nível em um dia só desde 5 de dezembro de 2008, quando atingiu R$ 2,6190. No câmbio turismo, utilizado pelos brasileiros que viajam ao exterior, a moeda subiu 3,39% e é negociada a R$ 2,74 na venda.

Na sexta-feira (24), as quedas estavam menores a partir dos rumores de que o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), derrotado no segundo turno, poderia ser eleito.

No domingo, entretanto, após o fim das apurações dos votos, Dilma Rousseff disse que suas primeiras ações seriam promover medidas focadas na economia com mais urgência. “Esta presidente aqui está disposta ao diálogo e este é o meu primeiro compromisso”, disse ela em discurso.

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