Bispo e padres envolvidos em desvio usavam relógios de grife e correntes de ouro

Objetos apreendidos na última segunda-feira (19) foram encaminhados para serem avaliados e depositados em banco

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A Operação Caifás deflagrada na última segunda-feira (19) que desarticulou associação criminosa suspeita de desviar dinheiro da Igreja Católica em Formosa apreendeu grande quantidade de dinheiro e objetos de ouro encontrados na casa dos acusados.

Chamou a atenção a quantidade de relógios de grife e correntes de ouro encontradas com os clérigos durante busca e apreensão. Agentes da operação encontraram inclusive um celular que funcionava por satélite.

De acordo com o promotor responsável pelo caso, Douglas Chegury, os objetos apreendidos foram encaminhados nesta sexta-feira (23) para serem avaliados e depositados no banco.

Nesta sexta-feira (23) a justiça acolheu pedido do Ministério Público e decretou a prisão preventiva do bispo José Ronaldo Ribeiro, do vigário Epitácio Cardozo Pereira e dos padres Moacyr Santana, Waldson José de Melo, Mário Vieira de Brito e Tiago Wenceslau Barros Júnior, envolvidos no esquema de desvio.

O grupo cumpre a medida no presídio de Formosa, recém inaugurado. Apenas o secretário da Cúria de Formosa, Guilherme Frederico Magalhães, que estava preso temporariamente foi solto.

Bispo e padres são suspeitos de desviar cerca de R$ 1 milhão por ano e utilizar o dinheiro para comprar uma fazenda de gado e uma casa lotérica na cidade de Posse e colocar em nome de “laranjas”.

O MP descobriu ainda, por meio da quebra de sigilos telefônicos e bancários, que somente um dos padres investigados tinha mais de R$ 400 mil em sua conta bancária.

As investigações se iniciaram após o Ministério Público ter recebido denúncias de apostolados leigos (fiéis) dando conta que os desvios haviam sido iniciados em 2015.

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