BC prevê nova queda nos indicadores da economia

Expectativa é que PIB cresça apenas 0,34% em 2017; para o ano que vem, 2%

Banco Central do Brasil | Foto: Reprodução

A projeção para a inflação em 2017 voltou a ser reduzida e já acumula a sexta semana consecutiva de queda. A notícia foi dada por meio do Boletim Focus, relatório divulgado semanalmente pelo Banco Central que apresenta a visão de vários analistas de mercado sobre os indicadores da economia brasileira.

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,46% para 3,38% para este ano. A expectativa é que a inflação situe abaixo do centro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que é de 4,5%. A meta da inflação não é atingida no Brasil desde 2009.

Para 2018, devido à diminuição da atividade econômica, o mercado também acredita em inflação menor. Até semana passada, a mediana das expectativas era de 4,25% e agora, caiu para 4,24%.

Crescimento

As notícias não ficaram só em torno do IPCA. O boletim também apresentou queda na estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB). A expectativa era de 0,39%, e agora caiu para 0,34%. A projeção para o próximo ano é um crescimento de 2%, número que até um mês atrás era de 2,30%.

Outro indicador que voltou a sofrer queda foi a Taxa Selic, que pode encerrar o ano em 8,25%, segundo a visão dos analistas ouvidos pelo Banco Central. Para 2018, a perspectiva é de 8,0%. Ou seja, o mercado financeiro acredita em taxa de juros menor para o ano que vem.

A taxa de juros é o principal instrumento do Bacen para atingir a meta da inflação e controlar o nível de preços na economia. Quando a Selic aumenta, os preços acabam sofrendo reflexos porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Se o Copom diminuir os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Moedas

O que não sofreu queda foi a projeção para a taxa de câmbio do dólar no fim de 2017, que permaneceu em R$ 3,35. Para 2018 a expectativa dos economistas subiu de R$ 3,40 para R$ 3,45.

Por último, a previsão do relatório divulgado pelo Banco Central apresentou alta para o resultado da balança comercial em 2017, os números subiram de US$ 58,75 bilhões para US$ 59,5 bilhões de resultado positivo.

Tantas perspectivas de queda nos indicadores da economia podem estar sendo geradas pelo agravamento da crise política do Brasil e as incertezas que permeiam o andamento da agenda de reformas.

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