Base governista analisa possibilidade de recorrer ao STF para anular votação deste domingo

Governo federal já aceita que não tem chance de reverter placar no plenário da Câmara dos Deputados e estuda outras ações para tentar reverter resultado

Deputado federal Paulo Pimenta (PT) foi o primeiro da base governista a admitir a quase consolidada derrota no plenário da Câmara neste domingo (17/4) | Foto:  Thyago Marcel/Câmara dos Deputados

Deputado federal Paulo Pimenta (PT) foi o primeiro da base governista a admitir a quase consolidada derrota no plenário da Câmara neste domingo (17/4) | Foto: Thyago Marcel/Câmara dos Deputados

O vice-líder do PT, Paulo Pimenta (SP), deu os primeiros sinais neste domingo (17/4) de que o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) deverá ser aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados e admitiu que os governistas pretendem acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar o impedimento da presidente.

Pouco antes das 21h, quando a oposição já tinha conquistado pouco mais de 200 dos 342 votos necessários para a aprovação da matéria, Paulo Pimenta, no Salão Verde, que nem partido nem movimentos sociais reconhecerão um governo federal que terá à frente Michel Temer, “um político com menos de 1% das intenções de voto” dos brasileiros; e na vice-presidência Eduardo Cunha, “um réu da Lava Jato corrupto que abriu o processo de impeachment para se salvar da cadeia”, disse o vice-líder do PT, ao referir-se ao presidente da Câmara dos Deputados.

Segundo ele, a votação de hoje “é apenas a primeira etapa” de um processo golpista em curso. “Não há nenhuma chance de um governo Temer-Cunha ter legitimidade. É um governo ilegal, ilegítimo, vai mergulhar o país numa profunda crise institucional, e isso deixará profundas cicatrizes na sociedade brasileira”, disse o deputado ao admitir que o partido já possui uma estratégia para o caso de o impedimento ser aprovado na Câmara.

“O STF não analisou o mérito e todos nós sabemos que não existe crime de responsabilidade. Todos nós sabemos que a presidenta Dilma não praticou nenhum crime. Vamos ao Senado, vamos ao STF e vamos às ruas com a convicção de que esse processo é um golpe patrocinado por uma pessoa que deveria estar na cadeia. Todos sabemos que não há nenhum, crime de responsabilidade. Sem passarem pelo voto popular, Temer e Cunha não terão condições moral nem política para governar o país. Dilma é vítima de um processo golpista criminoso. Um golpe pode ter 20, pode ter 50 votos, pode ter 350 votos, continua sendo um golpe”, argumentou.

Segundo ele, caso Temer assuma a Presidência, ele terá dificuldades inclusive para obter reconhecimento internacional. “O mundo, a imprensa internacional hoje publica com destaque, jornais da Inglaterra, dos Estados Unidos, da França, do mundo inteiro, alguns falam em uma gangue. Uma gangue de criminosos julgando uma mulher honesta”, disse o vice-líder. “Não haverá reconhecimento internacional”, completou.

Uma resposta para “Base governista analisa possibilidade de recorrer ao STF para anular votação deste domingo”

  1. Olenka disse:

    kkkkkkkk, UMA GANGUE DE CRIMINOSOS JULGANDO UMA MULHER HONESTA, KKKKKKKKKKKKKK…. Acuse-os do que fazes, kkkkkk

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