Base de Daniel Vilela deve reunir maior coligação; veja como ficam as alianças dos pré-candidatos ao Governo de Goiás
22 julho 2026 às 15h54

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O tabuleiro da sucessão estadual já está praticamente montado. Após meses de negociações e articulações entre lideranças partidárias, os principais pré-candidatos ao Governo de Goiás chegam às convenções com o desenho de suas alianças praticamente consolidado. O cenário evidencia uma ampla concentração de partidos em torno da candidatura do vice-governador Daniel Vilela (MDB), enquanto oposição e esquerda apostam em coligações mais enxutas para disputar o Palácio das Esmeraldas.
Embora as composições ainda dependam da homologação durante as convenções partidárias, as negociações estão em fase final e poucas alterações são esperadas. A formação das alianças será determinante não apenas para o fortalecimento político das candidaturas, mas também para a distribuição do fundo eleitoral, o tempo de propaganda no rádio e na televisão, a capilaridade das campanhas nos municípios e a composição das chapas proporcionais para deputado estadual e deputado federal.
Daniel Vilela lidera maior bloco político
Pré-candidato à sucessão do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), Daniel Vilela deve reunir a maior frente partidária da disputa.
Além do MDB, sua coligação deve contar com a Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, além de PSD, Republicanos, Podemos, Federação PRD-Solidariedade, Mobiliza, Democracia Cristã, Agir e Avante.
Na prática, o bloco concentra boa parte dos partidos que atualmente integram a base do governo estadual e representa a maior estrutura política para a disputa de 2026.
Provável coligação de Daniel Vilela:
- MDB
- Federação União Brasil-PP
- PSD
- Republicanos
- Podemos
- Federação PRD-Solidariedade
- Mobiliza
- Democracia Cristã (DC)
- Agir
- Avante
Esquerda mantém frente ampla
No campo da esquerda, o deputado federal Luis Cesar Bueno (PT) deve repetir o modelo de aliança construído nacionalmente.
A candidatura reúne os partidos da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), além do PSB e da Federação PSOL-Rede. O PDT também participa das negociações e poderá integrar oficialmente a chapa.
Apesar de menor numericamente em comparação à base governista, a composição concentra praticamente todas as legendas de esquerda com representação nacional.
Provável coligação de Luis Cesar Bueno:
- PT
- PCdoB
- PV
- PSB
- Federação PSOL-Rede
- PDT*
O ingresso do PDT ainda depende da conclusão das negociações.
Marconi aposta em reconstrução do PSDB
Ex-governador por quatro mandatos, Marconi Perillo (PSDB) deverá disputar o governo apoiado pela Federação PSDB-Cidadania.
A estratégia é fortalecer a candidatura a partir da estrutura da federação e buscar crescimento durante a campanha eleitoral.
Provável coligação de Marconi Perillo:
- Federação PSDB-Cidadania
Wilder reúne direita conservadora
Principal nome da oposição ao grupo governista, o senador Wilder Morais (PL) deve contar com o apoio do Partido Novo.
A aliança reproduz, em Goiás, a aproximação construída pelas duas siglas em pautas ligadas ao campo da direita e do conservadorismo.
Provável coligação de Wilder Morais:
- PL
- Novo
UP deve disputar com candidatura própria
A professora Luciana Amorim será a representante da Unidade Popular (UP), partido que tradicionalmente prioriza candidaturas próprias e mantém atuação voltada às pautas sociais e dos movimentos populares.
Até o momento, a legenda não sinalizou intenção de formar alianças com outros partidos.
Provável coligação de Luciana Amorim:
- Unidade Popular (UP)
Cenário ainda pode sofrer alterações
Embora as articulações estejam bastante avançadas, o desenho das coligações ainda poderá sofrer ajustes até a realização das convenções partidárias. É nesse período que os partidos oficializam candidaturas, definem apoios e registram as chapas que disputarão as eleições de outubro.
Mesmo assim, o cenário atual já indica uma disputa marcada por cinco polos distintos: a ampla base governista liderada por Daniel Vilela; a candidatura de oposição de Wilder Morais; a tentativa de retorno de Marconi Perillo ao Palácio das Esmeraldas; a frente de esquerda comandada por Luis Cesar Bueno; e a candidatura própria da Unidade Popular, com Luciana Amorim.
Leia também: Kassab divulga convite com Caiado e Tarcísio lado a lado para convenção do PSD



