Com a chegada do período de temperaturas mais baixas em Goiás, o uso mais intenso do chuveiro elétrico tende a elevar o consumo de energia nas residências. Segundo a Equatorial Goiás, o equipamento pode representar entre 30% e 40% do valor da conta de luz durante os dias frios, especialmente em imóveis com instalações antigas ou hábitos de consumo mais elevados.

De acordo com a concessionária, o aumento ocorre principalmente porque o chuveiro passa a operar com maior potência na posição “inverno”, exigindo mais energia para aquecer a água. O tempo maior de banho também contribui. O executivo de Faturamento e Leitura da empresa, Marcos Aurélio, afirma que pequenas mudanças de hábito podem ajudar a reduzir o impacto na fatura.

“Durante o período mais frio, é natural que o consumo aumente, principalmente pelo uso mais intenso do chuveiro elétrico. Mas pequenas mudanças de hábito, como reduzir o tempo de banho e evitar o uso simultâneo de aparelhos, já ajudam a diminuir o impacto na conta de energia”, disse.

Segundo ele, diminuir cerca de cinco minutos no tempo de banho diário pode gerar economia de aproximadamente 10% a 15% no consumo mensal, dependendo do perfil da residência.

Entre as orientações repassadas pela distribuidora estão reduzir o tempo de banho, utilizar a posição “verão” sempre que possível, desligar aparelhos fora de uso e optar por equipamentos mais eficientes em consumo de energia.

Além do aumento no consumo, a concessionária alerta para os riscos relacionados ao uso prolongado do chuveiro elétrico em instalações inadequadas. Segundo a executiva de Segurança da Equatorial Goiás, Suzane Caires, imóveis com fiação antiga ou sem manutenção periódica podem apresentar sobrecarga no sistema elétrico.

Um dos sinais mais comuns é o desarme frequente do disjuntor durante o banho. De acordo com a especialista, o dispositivo atua como mecanismo de proteção ao interromper a energia quando identifica excesso de carga no circuito.

“O disjuntor não desarma por acaso. Ele atua para proteger a instalação elétrica e evitar situações mais graves, como superaquecimento ou curto-circuito. Quando isso ocorre com frequência durante o uso do chuveiro, é sinal de que há sobrecarga ou incompatibilidade na instalação”, afirmou.

Ainda conforme a empresa, em casos mais graves, o superaquecimento da fiação pode provocar curto-circuito e aumentar o risco de incêndios domésticos. A recomendação é que consumidores observem sinais como aquecimento excessivo, cheiro de queimado ou quedas frequentes de energia durante o uso do chuveiro.

Nessas situações, a orientação é interromper o uso do equipamento e procurar um eletricista qualificado para avaliar a instalação elétrica da residência.

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