No Brasil, em 2025, cerca de 400 pessoas morreram em acidentes envolvendo eletricidade. No ano anterior, foram registrados mais de 1.100 incêndios por sobrecarga elétrica e quase 300 acidentes com choque em residências, sendo 84% deles fatais.

Com a chegada do feriado, os riscos de acidentes provocados pelo uso inadequado da rede elétrica e por curtos-circuitos aumentam consideravelmente, seja pelo maior tempo em casa, seja por viagens com aparelhos ligados sem necessidade. Neste período do ano, também cresce o consumo de energia elétrica, o que exige atenção redobrada para evitar desperdícios e ocorrências graves.

Para quem vai viajar, a orientação é desligar aparelhos como TVs, micro-ondas e carregadores. Também é importante evitar o uso de extensões improvisadas e adaptadores de tomadas, além de não deixar fios energizados sob tapetes ou próximos a cortinas.

“Mesmo com a casa vazia, equipamentos ligados continuamente podem continuar operando, principalmente em instalações deficientes”, alerta a executiva de Segurança do Trabalho da Equatorial Goiás, Suzane Caires.

Já para quem vai permanecer em casa, o principal cuidado está no uso simultâneo de aparelhos como chuveiro elétrico, ar-condicionado e ferro de passar. Também é importante ficar atento a disjuntores que desarmam com frequência e cheiro de queimado. Ignorar esses sinais pode ocasionar acidentes.

Outro ponto de atenção são pequenas reformas e reparos domésticos. Nesses casos, o ideal é não improvisar, desligar a energia antes de qualquer intervenção e não realizar manutenção sem conhecimento técnico.

Segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), cerca de 40% dos acidentes com choque elétrico em residências estão relacionados a falhas nas instalações, conexões inadequadas ou uso incorreto de extensões. Por isso, é essencial realizar vistoria das instalações elétricas a cada cinco anos. Além de prevenir acidentes, o uso consciente da energia também contribui para reduzir desperdícios e custos na conta de luz.

Leia também: Goiás ficou em média 12h sem energia em 2025 e resultado coloca Equatorial em penúltimo lugar no ranking da Aneel