Com a conquista da nota A na Capag, a Prefeitura de Goiânia entrou em uma nova fase nas negociações para obtenção de crédito voltado a investimentos em infraestrutura. Ao Jornal Opção, o secretário municipal da Fazenda, Oldair Marinho, afirmou que instituições financeiras nacionais e internacionais passaram a procurar o município para oferecer operações de financiamento com taxas consideradas mais vantajosas.

Entre os interessados está o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), que já iniciou conversas com a administração municipal. De acordo com o secretário, o foco agora é comparar as condições oferecidas por cada instituição, principalmente em relação às taxas de juros, prazo de carência e tempo de amortização da dívida.

“Agora é o momento de pensar quem é que tem a melhor taxa. Estamos avaliando qual é a proposta na mesa, qual oferece menor custo e melhores condições para Goiânia”, afirmou Oldair Marinho ao Jornal Opção.

Além do CAF, a prefeitura também negocia com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Segundo o secretário, o município prepara projetos considerados “bem consideráveis” na área de infraestrutura urbana.

“Com a nota Capag A, agora atraímos entidades internacionais. Um banco andino, o CAF, quer fazer operação conosco e já estamos em conversas com eles, além do BID e do BNDES. Amanhã [quinta-feira, 21], apresentarei ao prefeito as opções de taxas e prazos”, afirmou.

Entre as prioridades está um amplo programa de recapeamento e pavimentação, chamado pela equipe econômica de “qualificação de vias públicas”. O valor total da operação ainda está em discussão e será apresentado ao prefeito em reunião técnica.

Oldair afirmou que a melhora da capacidade fiscal do município foi determinante para despertar o interesse de instituições internacionais.

“Antes havia dificuldade para encontrar parceiros que quisessem apoiar os projetos da cidade por causa da nossa nota ruim. Agora não. Têm aparecido muitos interessados, inclusive entidades internacionais”, disse.

Segundo ele, um dos principais atrativos das propostas em negociação são justamente os juros reduzidos em comparação às linhas tradicionais de crédito. A prefeitura avalia operações consideradas de “baixo custo”, aproveitando o espaço fiscal disponível do município.

“Nosso foco é o equilíbrio fiscal. Para vocês terem uma ideia, nosso endividamento é baixíssimo: fechamos o último período com menos de 2% da receita corrente líquida. Pela resolução do Senado, poderíamos chegar a 120%. Essa margem nos permite buscar financiamentos de baixo custo para investir na qualificação de vias públicas”, afirmou.

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