Azul quer comprar Avianca Brasil por R$ 406 milhões

Em recuperação judicial, empresa passou por problemas técnicos na última semana

Foto: Marcos Fernandes / Divulgação

A Azul está de olho na Avianca Brasil. A empresa aérea, que é a terceira maior do País, assinou acordo para comprar a “colega”, que está em recuperação judicial. O valor da negociação seria de US$ 105 milhões, o equivalente a R$ 406 milhões.

Dentre outras coisas, estão inclusos no negócio o certificado de operador aéreo, 30 aviões e 70 slots (autorizações de pousos e decolagens). “Destacamos que o acordo é não vinculante e que o processo de aquisição da UPI está sujeito à uma série de condições como a conclusão de um processo de diligência, a aprovação de órgãos reguladores e credores, assim como a conclusão do processo de Recuperação Judicial. A expectativa é que esse processo dure até três meses”, destaca, em nota, a empresa Azul.

Pontua-se, ainda, que 75% dos aviões da Avianca estão inseridos na negociação – a empresa chegou a devolver, a partir de dezembro passado, sete das 47 aeronaves que tinha (três deles já estavam com a Azul). As devoluções se deram por desentendimento com companhias arrendadoras dos veículos aéreos.

Abrangência

A agência de notícias Reuters apurou que a negociação envolve totalmente os slots da Avianca Brasil nos aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e metade em Guarulhos, também em São Paulo.

Se concluído, o negócio eleva os números de slots da Azul, em Congonhas, de 13 para 34. Porém, para que seja finalizada, essa transação depende da aprovação de autoridades reguladoras e defesa da concorrência.

Crise

A Avianca Brasil passa por alguns problemas que tem agravado a sua situação. Na última semana, a companhia aérea fez um pouso técnico no voo Guarulhos/Miami. O fato ocorreu por falta de pagamento da taxa de sobrevoo do espaço aéreo de Cuba, o que fez com que o avião da empresa precisasse contornar a ilha. O tanque de combustível não foi suficiente e aeronave pousou em Porto Rico para abastecer.

Com a parada, o tempo elevou a carga horária de trabalho permitida à tripulação. Além disso, a empresa está com salários de funcionários atrasados.

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