Peemedebista disse que o presidente da Câmara é um “colaborador extraordinário” e que a relação dos dois é de “muito respeito institucional

O presidente Michel Temer (PMDB) tentou colocar panos quentes na crise entre ele e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), em declaração feita neste sábado (21/10).

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Durante evento sobre preservação do Pantanal, no interior do Mato Grosso do Sul, Temer afirmou que não há qualquer ato de Maia que tenha sido prejudicial ao governo. “Não há qualquer ato que seja prejudicial ao governo. Ao contrário. Em todos os momentos, ele age para fazer aprovar aquelas matérias que apresentamos e que são de interesse do País.

Segundo Temer, sua relação com Maia é de “muito respeito institucional”. Quando questionado sobre a votação da denúncia da Procuradoria-Geral da república (PGR), o presidente disse que “vai deixar por conta da Câmara dos Deputados”. 

O atrito surgiu depois que vídeos da delação premiada do operador financeiro Lucio Funaro foram divulgados no site da Câmara dos Deputados. Nas gravações Funaro cita irregularidades envolvendo o presidente Michel Temer. O advogado de Temer, Eduardo Carnelós emitiu nota dizendo que se tratava de um vazamento criminoso e Maia respondeu chamando o advogado de incompetente e irresponsável.

O material foi publicado junto com os demais documentos da denúncia contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) será apreciada pelos deputados em plenário na próxima quarta-feira (25). Os parlamentares devem decidir se acatam o parecer de Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) e arquivam denúncia, ou se autorizam o Supremo Tribunal Federal (STF) a investigar o presidente pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa.