Após reunião com Temer, Marun diz que delações não afetam votação da PEC da previdência

Presidente da comissão que analisa a PEC, Carlos Marun (PMDB-MS), confirmou que relatório será apresentado na próxima terça-feira (18/4)

A reunião do presidente Michel Temer com integrantes do governo e da base aliada na Câmara dos Deputados durou cerca de três horas | Foto: Marcos Corrêa/PR

Após reunião com o presidente Michel Temer (PMDB) no Palácio da Alvorada, deputados federais afirmaram que a a abertura de inquéritos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra parlamentares citados nas delações da empreiteira Odebrecht não vai afetar os trabalhos da Comissão Especial da reforma da Previdência. Segundo o presidente do colegiado, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), o relatório do deputado Arthur de Oliveira Maia (PPS-BA) será apresentado na próxima terça-feira (18/4).

Após a apresentação do relatório, um pedido de vista coletivo deve ser feito e a votação na comissão deve ficar para a próxima semana. Marun avaliou ainda que a abertura de investigação no Supremo contra o relator não causa constrangimento no colegiado.

Arthur Maia é acusado de não ter declarado R$ 200 mil recebidos da empresa para sua campanha eleitoral. Após a abertura da investigação, o deputado disse que as doações foram legais e aprovadas pela Justiça Eleitoral da Bahia. “Eu não tenho a mínima preocupação em relação a esta lista vir a interferir na votação. Não vou minimizar a questão. Isso, até ao contrário, traz uma exigência ainda maior de que nós cumpramos com o nosso dever, que é votar”, disse Marun.

O deputado também garantiu que a reforma deve ser aprovada no plenário por um “placar elástico” de, pelo menos, 350 votos. A votação deve ocorrer na primeira semana de maio.

A expectativa é que o texto final do relator modifique cinco pontos polêmicos da reforma, conforme autorizado por Temer na última semana.

São eles: regra de transição para quem está na ativa, aposentadoria do trabalhador rural, aposentadoria especial para professores e policiais, pensão por morte e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a deficientes físicos e idosos sem condições de sustento. Os temas são citados recorrentemente nas 130 emendas apresentadas por parlamentares ao texto.

Para ser promulgada e entrar em vigor, a Proposta de Emenda à Constituição ainda precisa ser votada no plenário da Câmara e do Senado.

Participaram da reunião, que durou cerca de três horas, o ministro da Fazenda, Henrique Meireles; o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy; o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, além do relator da reforma da Previdência, deputado Arthur de Oliveira Maia (PPS-BA), e o presidente da comissão Carlos Marun (PMDB-MS).

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