Após protestos violentos, Itália decide adotar medidas mais duras no país
22 outubro 2026 às 15h10

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Após registro de protestos violentos em vários países europeus no último fim de semana, a Itália decidiu adotar novas medidas de segurança que inclui o aumento do efetivo policial nas ruas e a obrigação, por parte dos pais, de arcar com prejuízos causados por menores de idade.
As medidas foram anunciadas na última terça-feira, 20. Em vídeo publicado nas redes sociais, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni afirmou que a presença de “tantos jovens manifestantes violentos é dolorosa e assustadora”.
“Os jovens foram à praça para quebrar coisas, roubar e se filmar fazendo isso […]. Este é um fenômeno que devemos abordar com seriedade”, disse.
O decreto anunciado pelo governo italiano prevê o envio de mais de 500 soldados para Milão até o fim do ano. E além de fazer os responsáveis pelos menores presentes nos atos de custear os prejuízos, a nova medida também facilitar o processo judicial contra adolescentes com mais de 14 anos.
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Além disso, o decreto também cria um novo crime: o de participação violenta em manifestação, que tem punição de até cinco anos de cadeira e multa de até 20 mil euros.
A polícia italiana precisou de canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersas manifestantes em alguns dos últimos anos no país europeu. Alguns deles, com o rosto coberto, saquearam lojas e entraram em confronto com os policiais. Conforme as autoridades italianas, cerca de 2 mil jovens participaram na noite do último sábado. Vários dos presos são, inclusive, menores de idade.
Os protestos que se espalharam pela Europa, muitos deles terminando em atos violentos, reivindicam melhores condições de vida e melhorias na educação.
Veja imagens dos protestos registrados na Itália:


