Após parecer contra Temer, base apresentará relatório alternativo na CCJ

Deputados aliados se dizem confiantes na vitória do presidente na comissão. No entanto, plenário segue incerto 

Carlos Marun (PMDB-MS) | Foto: Alex Ferreira

O parecer favorável à admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) não surpreendeu o Palácio do Planalto. O governo já esperava que o deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) se posicionasse a favor da aceitação da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). O que fugiu das previsões, segundo interlocutores do presidente, foi o “tom político” do parecer.

Segundo assessores, o presidente não está pessimista nem otimista, mas trabalhando com a base para barrar a denúncia de corrupção passiva apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) confirmou à Agência Brasil que os membros da base do governo na CCJ estão finalizando um relatório alternativo ao de Zveiter, o chamado voto em separado. Segundo Marun, o parecer deve ser apresentado ainda nesta terça-feira (11/7).

O deputado se mostrou otimista de que a base terá maioria de votos na CCJ para derrubar a admissibilidade da denúncia.

De acordo com a Constituição, a denúncia apresentada contra Temer somente poderá ser analisada pelo STF após o voto favorável, em plenário, de 342 deputados, o equivalente a dois terços do número de membros da Câmara. Independetemente do resultado da votação na CCJ, a decisão final caberá ao plenário da Casa.

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