Após paralisação, sindicato e Mitsubishi discutem demissões de trabalhadores em Catalão

Sindicato aposta na redução de jornada e salários para conter demissões em massa

Foto: Reprodução

O Sindicato dos Trabalhadores nas indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Catalão-GO (Simecat) se reúne nesta quinta-feira, 14, com representantes da Mitsubishi para discutir a questão das recentes demissões que vêm sendo realizadas pela empresa.

As demissões começaram a ser realizadas no dia 22 de janeiro, quando finalizou o período de estabilidade que havia sido acertado em novembro, durante negociações da data-base. O Simecat estima que 130 trabalhadores tenham sido demitidos neste ano e, segundo informações extraoficiais, cerca de 200 demissões poderiam acontecer nos próximos dias.

“Acreditamos que a redução do corte de incentivos está diretamente ligada às demissões. O preço do carro aumenta e não vende, aí acontecem as demissões. Não voltaram atrás em relação ao ICMS, o que poderia ajudar a segurar um pouco essa situação”, afirma o presidente do Simecat, Carlos Albino de Rezende Júnior.

Os trabalhadores fizeram uma paralisação na manhã de terça-feira, 12, em busca de diálogo e respostas sobre os motivos para as demissões. Segundo o sindicato, só no dia 1.º de março, foram cerca de 80 desligamentos. Os números oficiais não foram comunicados pela empresa, que não tem mais a obrigação de fornecer esses dados desde a aprovação da reforma trabalhista.

Apesar disso, os trabalhadores pedem transparência e respeito sobre a situação real da Mitsubishi. Eles informaram que ficou acordado que novas demissões não serão feitas até a realização da reunião, que está prevista para esta quinta-feira, 14.

As demissões são vistas com grande preocupação pelo Simecat, principalmente no cenário atual, onde os trabalhadores têm enfrentado grandes dificuldades para se recolocarem no mercado de trabalho. Apesar de não ter sido confirmado pela Mitsubishi, o sindicato acredita que a redução dos incentivos fiscais esteja ligada à decisão da empresa de se reorganizar e, consequentemente, demitir parte dos funcionários.

“Nossa expectativa é tentar, mais uma vez, viabilizar a redução de jornada e salários para segurar os empregos. A empresa já negou essa proposta uma vez, mas diante do desespero dos trabalhadores acreditamos seja a única solução no momento”, explicou Carlos Albino de Rezende Júnior.

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