Após fraudes, bilheteria do Zoológico instala sistema de catracas eletrônicas

Bilhete vendido passará pelo leitor ótico da catraca que libera a entrada do visitante e depois será inutilizado

A bilheteria do Parque Zoológico de Goiânia começou a operar, nesta quarta-feira (24/1), com o sistema de catracas eletrônicas. A medida busca maior controle, segurança, modernização e transparência na arrecadação do parque.

O presidente da Agência Municipal de Turismo, Eventos e Lazer (Agetul), Alexandre Magalhães, explicou que o bilhete vendido passa pelo leitor ótico da catraca que libera a entrada do visitante e depois é inutilizado. ‘Caso o usuário tente passar novamente o mesmo bilhete, a catraca não libera e o servidor eletrônico, que gerencia o sistema, registra essa ação’, destacou.

O titular da Agetul explicou ainda que o sistema online que comunica as catracas com o servidor (computador) fica instalado na administração do parque. Ao final do dia, é gerado um arquivo acessado diretamente pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Ciência e Tecnologia (Sedetec), que toma conhecimento de quantos ingressos foram vendidos, diferenciando a quantidade entre meias-entradas e isentos.

Os bilhetes são produzidos na Sedetec e cada um tem um código de barra, com numeração específica. É um sistema de controle interno da Agetul para dar total transparência à arrecadação.

Fraudes

Fraudes nas bilheterias dos Parques Zoológico e Mutirama foram reveladas pela Operação Multigrana, após investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP-GO (Gaeco).

O esquema para fraudar a emissão de bilhetes e desviar a verba dos ingressos, só era possível por causa da precariedade na organização da bilheteria que dificultava o monitoramento dos valores referentes aos ingressos do parque, pagos sempre em dinheiro.

Caso os bilhetes já utilizados fossem descartados de forma intacta, eram reaproveitados e “vendidos” novamente. Por outro lado, se os bilhetes fossem rasurados ou rasgados, fazia-se uma duplicação e reimpressão desse ingresso, devolvendo para o caixa, para contabilização do dinheiro a menos. Nos dois casos, os valores com a segunda venda dos ingressos ficavam com o grupo.

O esquema envolvendo agentes de dentro da Agetul desviava cerca de R$ 60 mil por final de semana de funcionamento, somente no Parque Mutirama, que atuava com o mesmo sistema de bilheteria. A estimativa é que o rombo nos cofres públicos chega a R$ 3 milhões por ano.

No dia 7 de janeiro o Jornal Opção denunciou que mesmo após a operação que revelou o esquema de fraudes, a bilheteria do Zoológico de Goiânia continuava funcionando com o mesmo sistema  precário.

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