Após escândalo na Agetul, projeto visa transparência nas bilheterias de parques de Goiânia

Operação do MP-GO revelou esquema que se aproveitava da desorganização na venda de ingressos para desvio de dinheiro

Vereadora Dra. Cristina Lopes (PSDB) | Foto: Reprodução / Câmara Municipal

Projeto de Lei que tramita na Câmara Municipal de Goiânia obriga que parques, cinemas, teatros e casas de lazer e eventos de Goiânia, ligados ao poder público, disponibilizem o balanço diário da movimentação das bilheterias.

A proposta da vereadora Dra. Cristina Lopes (PSDB) pretende conferir maior transparência a partir da divulgação online, que deve incluir a quantidade de ingressos vendidos, com especificação de entrada inteira e meia, cortesias, não pagantes e demais especificações que identifique a bilheteria por dia.

Pela proposta tais informações deverão ser disponibilizadas no portal da transparência, mantido pela Prefeitura de Goiânia, e em mural próprio, visível ao público de cada bilheteria, mantido por 30 dias após cada publicação.

Segundo a vereadora, a proposta é uma maneira de impedir a ocorrência de escândalos como o revelado pela Operação Multigrana, do Ministério Público Estadual (MP-GO). “Infelizmente precisamos nos valer de um instrumento legislativo para evitar ou dirimir que novos escândalos, como o do Parque Mutirama, se estabeleçam em nossa sociedade”, justifica a propositora.

Segundo investigação, o esquema envolvendo agentes de dentro da Agência de Turismo e Lazer de Goiânia (Agetul), da Prefeitura de Goiânia, aproveitava-se da precariedade na organização da bilheteria do parque e do zoológico para fraudar a emissão de bilhetes e desviar a verba dos ingressos, sempre pagos em dinheiro.

Caso os bilhetes utilizados fossem descartados de forma intacta eram reaproveitados e “vendidos” novamente e, se os bilhetes fossem rasurados ou rasgados, fazia-se uma duplicação e reimpressão desse ingresso, devolvendo para o caixa, para contabilização do dinheiro a menos. Nos dois casos, os valores com a segunda venda dos ingressos ficava para a organização criminosa.

 

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