Após dois meses de mandato, SSP segue sem equipe fechada

Ao menos duas superintendências e a corregedoria-geral seguem sem titulares, além de gerências e núcleos

Quase dois meses (exatamente 55 dias) após a posse do governador Ronaldo Caiado (DEM), alguns cargos-chave da estrutura de Segurança Pública de Goiás continuam indefinidos. Ao menos duas superintendências (Polícia Técnico-Científica e Procon) e a Corregedoria-Geral estão sem titulares, além de gerências e núcleos.

No Procon-GO, atualmente a direção está sendo ocupada pela escrivã Rosânia Nunes, identificada no site institucional como “superintendente em exercício”. O cargo, que nos últimos anos fora destinado a delegados da Polícia Civil, tinha como titular até o final do ano passado a delegada Darlene Araújo.

Já na Polícia Técnico-Científica, a ex-superintendente Rejane Barcelos foi exonerada no último dia 20, conforme publicado no Diário Oficial. Barcelos, que dirigiu a SPTC durante todo o governo Marconi Perillo, foi mantida no cargo por um período de transição, que terminaria no próximo dia 28, mas acabou interrompido mais cedo.

A Polícia Técnico-Científica atua na investigação criminal, com confecção de laudos cadavéricos, exame de balística, testes de embriaguez, DNA e outros.

Em relação à Corregedoria-Geral, de acordo com a Comunicação Setorial da SSP, o regimento prevê que, no caso de vacância do cargo, ele será exercido pelo próprio secretário. Contudo, não houve qualquer processo disciplinar este ano.

No site da Secretaria da Segurança Pública, vários outros cargos estão sem seus ocupantes. São os casos, por exemplo, da Superintendência de Operações Integradas, da Superintendência da Academia da SSP, dos núcleos Jurídicos de Contencioso Administrativo e Criminal e de Defesa do Consumidor, além de seis gerências. A assessoria de comunicação da SSP, no entanto, não confirmou se os cargos estão realmente vagos.

Reestruturação
Em nota ao Jornal Opção, a assessoria da SSP afirmou que “todo processo de ocupação de Superintendências, Gerências e Chefias da Secretaria de Segurança Pública está intimamente ligado ao projeto de reestruturação administrativa do governo Ronaldo Caiado”, cuja fase complementar será enviada à Assembleia Legislativa em março.

De acordo com a nota, “o preenchimento dos cargos, depois de eventuais extinções, fusões ou readequações”, terá como critério a “austeridade, economicidade e zelo pelo patrimônio público”.

Sobre o fato de a equipe não estar completa dois meses após o início do mandato, a SSP argumenta que o fato não compromete nem enfraquece o sistema de segurança pública de Goiás. “A escolha dos nomes resguardará o reconhecimento de competências técnicas e capacidades de liderança para impulsionar as metas que forem estabelecidas para as diferentes áreas”, conclui a nota.

Atualizado às 11 horas do dia 26/2

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