Após dia do aposentado, previdência no Brasil ainda é uma incógnita

Governo de Goiás é favorável à reforma de Bolsonaro, e pretende aderir à proposta Federal imediatamente

No dia 24 de janeiro foi comemorado o Dia do Aposentado. A categoria, no entanto, vive momento de incertezas no País. Quem já é pensionista nem tanto, mas quem mira na aposentadoria aguarda pelo desenrolar de uma possível reforma previdenciária.

A tentativa de aprovação no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) foi frustrada. No entanto, Jair Bolsonaro (PSL) e sua equipe econômica já disseram que seguirão nesse objetivo. A estratégia é, inclusive, endossada pelo mercado internacional.

Os moldes da matéria é que ainda não foram colocados, por isso o clima de incertezas. A ala mais à esquerda dos poderes critica a medida. O ex-candidato à presidência da Câmara dos Deputados Marcelo Freixo (Psol),
em oposição a Rodrigo Maia (DEM), disse em discurso na sexta-feira, 1º, que seria contra a medida.

O ex-postulante à presidência da República, Ciro Gomes (PDT), até defendia uma reforma em sua campanha, mas não como a proposta por Temer. O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem dito que aprová-la é uma prioridade do governo Bolsonaro.

Na última semana, Guedes articulou apoio com os Estados. Em Goiás, a secretária da Fazenda, Cristiane Schmidt, já disse que pretende aderir imediatamente ao texto aprovado em nível Federal. Para ela, a medida é fundamental para recuperar as contas.

O diretor de Gestão, Planejamento e Finanças da Goiás Previdência, Fábio Resende, disse ao Jornal Opção que essa reforma é essencial para reduzir o déficit do Estado e revelou que a insuficiência financeira em dezembro de 2018 foi de aproximadamente R$ 214 milhões.

Para o diretor, “todas as reformas que mexeram com benefícios da Constituição, o reflexo no Estado foi automático, e nós não temos competência para legislar sobre previdência, isso vem da União, então o que fora aprovado lá pode ser aplicado aqui”.

De acordo com as articulações políticas da última sexta, 1º, que colocaram dois democratas aliados de Ronaldo Caiado à frente da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, as chances do texto que irá tramitar nas Casas favorecer a recuperação das contas de Goiás é grande. Quem mira na aposentadoria deve ficar atento ao desenrolar da matéria no Legislativo.

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