Após denúncia de caixa 2, base marconista anuncia que entrará na Justiça contra Caiado

O vice-governador José Eliton afirmou, em entrevista coletiva, que as acusações do democrata foram de má fé e com fins claramente eleitoreiros 

Divulgação

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O vice-governador e candidato à reeleição, José Eliton (PP), convocou a imprensa goiana na tarde desta quarta-feira (16/7) para informar que a coligação integrada pelos partidos da base aliada entrarão com uma interpelação judicial contra o candidato ao Senado e recém-chegado na oposição, Ronaldo Caiado (DEM). Durante inauguração do comitê político do candidato ao governo de Goiás Iris Rezende (PMDB), na terça-feira, o democrata insinuou que os recursos advindos do reemplacamento e instalação de chips nos veículos motorizados em Goiás seriam utilizados para caixa 2 de campanha.

Em resposta, José Eliton — enquanto representante da chapa majoritária encabeçada por PSDB, PP e PSD — alegou que as acusações de Caiado foram de má fé e com fins claramente eleitoreiros. “Se ele tinha determinadas informações, conforme a legislação brasileira, caberia a ele buscar o Ministério Público e fazer as imputações e apontar suas provas, sob pena de omissão”, disse.

Em suas declarações, o democrata também afirmou que a estimativa para o serviço de reemplacamento custaria um total de R$ 480 milhões para os cidadãos, que iriam para os cofres do Detran. O vice-governador, no entanto, alegou que o montante apresentado por Caiado não corresponde à realidade. Além disso, segundo o pepista, o reemplacamento não prevê a utilização de chips, o que evidenciaria ausência de averiguação por parte de Caiado.

“A parcela de recursos que são destinados ao Detran será de cinco reais por recadastramento, totalizando R$ 16,1 milhões e não os valores estratosféricos que foram ditos. Este programa não tem nada a ver com chip. Trata-se de um lacre que será colocado com sistema de barras. O programa de chip é outro que está sendo regulamentado pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). É uma tremenda falta de informação”, pontuou.

Também presente na coletiva de imprensa, o advogado Ismar Medina, um dos coordenadores da campanha, explicou que o deputado federal deve ser interpelado judicialmente para que se justifique quanto às acusações. Caso ele confirme a denúncia de utilização de caixa 2 por parte da coligação marconista, será proposta uma ação criminal contra Caiado. “Do ponto de vista jurídico, esperamos que as coisas se acalmem”, avaliou o advogado.

Direito de resposta

Mesmo antes da largada oficial da campanha eleitoral para o pleito deste ano, componentes da oposição ao governo de Goiás já teciam duras críticas à gestão de Marconi e adotavam o ataque ao principal adversário como mote de seus discursos. Desde sua oficialização, a coligação composta por PMDB, DEM e Solidariedade mantém a ideia de “renovação” como principal aliada na corrida eleitoral e, para isso, não são poupados comentários negativos relacionados à atual administração estadual.

Assim, após mais uma denúncia de Caiado — o democrata já havia afirmado que o governador utilizava a máquina do governo para barganhas eleitorais –, a coligação marconista, como um todo, resolveu fazer uso de seu “direito de resposta” e se manifestar em relação à maneira pela qual a oposição tem levado a disputa por votos. Em posse de jornais impressos datados da última terça-feira (15/7), José Eliton rebateu, uma a uma, as críticas que a base aliada tem sofrido.

Durante sua fala, o pepista ressaltou os avanços do Estado de Goiás verificados desde 1998, quando Marconi foi eleito pela primeira vez, e também disse estar desapontado com a posição tomada pelo PMDB e seus novos aliados em partir para uma campanha de “baixo nível”.

“Iris está desconectado da realidade. Limitado, talvez, pela própria dificuldade do passar dos anos e da visão de mundo moderno. Goiás é hoje o segundo Estado que mais cresce no país em produção industrial. Além disso, segundo o tesouro nacional, Goiás é o que mais diminiu seu endividamento”, disse José Eliton em resposta às criticas do ex-governador de que a dívida estadual estaria prejudicando a instalação de indústrias e empresas em território goiano.

Em relação à área de Segurança Pública, tema sempre mencionado pelos opositores como grande gargalo da gestão marconista, o candidato à reeleição ressaltou que o governo tem trabalhado forte neste sentido, e lembrou que os altos índices de criminalidade são realidade não só em Goiás, mas em todo o país.

O vice-governador também comentou sobre a declaração do líder peemedebista Iris Rezende, que afirmou, durante discurso, que o governo teria se tornado indigno do povo goiano. “Nós entendemos que tal afirmativa deve ser fruto exclusivo do ódio e do rancor pelas derrotas consecutivas que a população goiana imputou à prática política que era defendida por eles no passado.”

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