Após aval do TCM, reestruturação do Imas aguarda decisão do TJGO para começar
17 setembro 2026 às 13h03

COMPARTILHAR
A liberação do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO), na quarta-feira, 16, para a continuidade da licitação que contratará uma empresa de apoio à gestão do plano de saúde dos servidores municipais de Goiânia colocou o Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais (Imas) a um passo de iniciar sua reestruturação.
Agora, o processo depende do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) para que o contrato com a vencedora do certame, a Total Assistência Médica Hospitalar LTDA, seja assinado.
Em entrevista ao Jornal Opção, a presidente do Imas, Gardene Fernandes Moreira, explicou que o instituto já protocolou no TJGO o pedido de suspensão da liminar que trava a contratação. “A gente está na expectativa da liberação do TJ, que deve ser nos próximos dias”, afirmou.
A presidente do Imas fez questão de separar dois processos distintos que estão em andamento. O primeiro é a contratação da empresa de apoio à gestão, que só pode ser efetivada após o aval do TJGO. O segundo é o projeto de lei que altera a estrutura do instituto, que será enviado à Câmara Municipal pelo prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, posteriormente. “Com o TJ liberando, a gente assina o contrato com a empresa e ela vem nos ajudar, e em seguida a gente já está com o projeto de lei pronto e vai poder mandar para a Câmara”, esclareceu.
O otimismo em relação à decisão do TJGO se baseia no fato de que os requisitos analisados pela corte de contas serão os mesmos avaliados pelo tribunal. “A gente imagina que vai ficar mais fácil agora”, projetou a presidente. A licitação, realizada no final do ano passado, já passou por todas as etapas, incluindo a prova de conceito, e está na fase de assinatura do contrato, paralisada justamente pelas duas liminares: uma no TCM, já derrubada, e outra no TJGO.
O prefeito Sandro Mabel tem reforçado publicamente que o Imas corre risco de encerrar as atividades caso a contratação da empresa especializada não seja autorizada. O gestor municipal sustenta que o instituto acumula um passivo estimado em R$ 226 milhões e que a administração direta não dispõe de estrutura nem de equipe técnica para gerenciar o plano de saúde dos servidores sem o suporte de uma empresa com experiência no setor.
A principal mudança trazida pela empresa será operacional. Conforme detalhou Gardene, o Imas carece hoje de canais de comunicação com o usuário, em que não há call center nem linhas de atendimento remoto, o que obriga o servidor a se deslocar fisicamente até a sede do instituto para resolver qualquer demanda. “A empresa, ela vem pra nos ajudar nisso. Ela vem nos ajudar em questão do recadastramento dos usuários do sistema. E eles vão nos ajudar também na parte de auditoria médica. Essas auditorias a gente precisa muito, porque a gente tem um déficit muito grande de médicos auditores”, pontuou.
A licitação que resultou na escolha da Total Assistência Médica Hospitalar LTDA foi conduzida no final de 2025 e chegou a uma proposta final de R$ 10,6 milhões, valor abaixo dos R$ 12,3 milhões estimados inicialmente. O Imas atende aproximadamente 70 mil servidores municipais e dependentes. A expectativa da presidente é de que, tão logo o TJGO libere a contratação, o contrato seja assinado e a empresa inicie o projeto de modernização e reestruturação do instituto.


