“Não temos suporte para atravessar o ano com um corte dessa magnitude”, afirmou o reitor da universidade

Após anúncio de corte de verbas, especula-se chances de greve na UFG
Professor Edward Madureira Brasil, reitor da UFG | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Após repercussão negativa da fala do ministro da Educação Abraham Weintrab, em que afirma que três universidades do país sofreriam cortes em suas verbas, o governo de Jair Bolsonaro decidiu estender o bloqueio de 30% dos recursos a todas as universidades federais.

Na Universidade Federal de Goiás (UFG), os impactos do contingenciamento já estão sendo sentidos desde o início do primeiro semestre de 2019, antes mesmo do anúncio dos cortes. O reitor da instituição, Edward Madureira, está pessimista quanto a essa situação.

Em entrevista à Rádio Universitária, o gestor afirmou que, em virtude de um orçamento já insuficiente e incompatível com as necessidades da universidade para o ano letivo, é “decretada a absoluta inviabilização do funcionamento da universidade, não temos suporte para atravessar o ano com um corte dessa magnitude”, pontuou.

A declaração preocupante do reitor torna incerto o futuro da UFG, diante dessa situação. Especula-se, até, a possibilidade de greve por parte dos servidores. O próprio gestor convoca a sociedade para defender as universidades públicas, já que, vêm delas, o conhecimento que impulsiona o desenvolvimento do País.