Moradores de um quarteirão da Rua T-36, no Setor Bueno, em Goiânia, relatam quedas recorrentes de energia durante as chuvas e cobram uma solução definitiva da concessionária. No sábado, 26, o fornecimento, interrompido à tarde, só restabelecido na tarde de domingo, 27, cerca de 24 horas depois. Nesta sexta-feira, 2, uma nova falha no mesmo ponto voltou a deixar o trecho sem luz.

A interrupção do fim de semana levou famílias, inclusive com crianças pequenas, a procurar hospedagem em hotéis. Em uma área residencial com presença de idosos, a demora no restabelecimento do serviço impôs aos moradores despesas e transtornos que não podem ser tratados como parte normal de um dia de chuva.

As reclamações incluem o retorno parcial da energia, seguido de novas quedas. Os moradores questionam tanto o tempo de atendimento quanto a eficácia dos reparos, já que o fornecimento é restabelecido, mas o problema volta a ocorrer no mesmo local.

Há também a percepção de que a ocorrência recebe menos atenção por atingir apenas um quarteirão. Essa suspeita exige esclarecimento da concessionária. O número de imóveis afetados não torna aceitável uma espera de aproximadamente 24 horas por um serviço essencial.

A cobrança é objetiva. A concessionária precisa explicar a causa das falhas, a demora no atendimento e quais medidas adotará para impedir novas interrupções. Quando o defeito se repete no mesmo ponto, devolver a energia é apenas parte da resposta. Os moradores precisam saber por que o problema persiste e quando será efetivamente resolvido.

O governo federal — por meio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) — não tem agido em relação aos problemas não resolvidos pela Equatorial em Goiânia.