Apesar de mirar o MDB, Henrique Arantes não vai para a base, como outros emedebistas da Assembleia

Deputado diz que partido deve lançar um Vilela para disputar o governo em 2022 e por isso precisa de uma voz da oposição na Casa

O deputado Henrique Arantes, expulso recentemente do PTB, afirma que seu coração “já está indo para o MDB”. O parlamentar afirmou ainda que, apesar da sigla ter três legisladores da Casa na base do governador, ele será oposição. “A base não é para mim. Tenho diferenças ideológicas com o governador [Ronaldo Caiado (DEM)]”, disse.

Ainda sobre fazer oposição na Assembleia, Henrique afirma que é importante que o MDB, que terá um candidato a governador, tenha uma voz fora da base. Os emedebistas da base são: o líder do governo, Bruno Peixoto, Paulo Cezar e Humberto Aidar.

Ele, inclusive, afirmou que um Vilela pode disputar o pleito de 2022. “Daniel ou o próprio Maguito podem sair candidatos ao governo do Estado daqui três anos”.

MDB

Apesar de entender o partido como oposição, ele afirma que a sigla é democrática e permite independência, como ocorre com seus três possíveis futuros colegas de legenda, o que foi confirmado por Bruno Peixoto.

A confirmação da mudança de sigla deve acontecer em breve, uma vez que, na segunda-feira, 23, ele se reúne com alguns líderes para relatar a história de sua expulsão. “Mas eu digo que já conversei com muitos e a maioria disse que este é o melhor caminho”.

Expulsão

Apesar de muito se especular que a saída de Henrique se dá pela postura crítica ao governo Caiado, ele afirma que o motivo foi outro. Em janeiro deste ano, durante votação do decreto de calamidade financeira do Estado, a executiva do partido teria fechado questão. “Como eu não estava presente por motivo pessoal, acharam por bem me expulsar”, elucidou.

O deputado também afirmou que, caso Jovair Arantes também se retire, o que deve acontecer é um grande êxodo da sigla. “Vamos secar o PTB”, finalizou.

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