Ao receber apoio do PSC, Marconi Perillo diz que os adversários utilizam “os piores expedientes durante o período eleitoral”

Na sede do partido, o tucano foi ovacionado pelos presentes, ainda que nem todos os integrantes da sigla se sintam confortáveis com a declaração de apoio 

Rodeado de aliados de Vanderlan Cardoso (PSB), Marconi Perillo (PSDB) foi saudado nesta sexta-feira (10/10) como o candidato cujo projeto será defendido pelo PSC no segundo turno destas eleições. Na sede do partido, o tucano foi ovacionado pelos presentes, ainda que nem todos os integrantes da sigla se sintam confortáveis com a declaração de apoio.

No evento, onde estiveram representantes de diversos partidos, como PDT, PSL e até PMDB, o presidente do PSC, Joaquim Liminha, chegou a relatar que o apoio a Vanderlan Cardoso (PSB) no primeiro turno foi devido somente a uma orientação da executiva nacional do partido.

“O PSC fez parte de uma coligação, foi um partido fiel, participou como devia participar, conseguiu fazer um deputado, mas [a chapa] não conseguiu chegar ao segundo turno”, disse, explicando que agora o partido está livre para apoiar aquele que acredita ser o melhor candidato. “O melhor para Goiás hoje é o governador Marconi Perillo. Ele está fazendo uma administração inovadora, com uma experiência adquirida nas três gestões à frente do Estado.”

Liminha reforçou que o posicionamento atual, ao menos por enquanto, não deve ir além da campanha política. Segundo ele, não houve conversas para que o PSC, atualmente na oposição na Assembleia Legislativa, ingressasse na base do governo.

A aliança com Marconi, porém, ainda que apenas pelas próximas semanas, provocou uma baixa no partido: a vice-presidente, Isaura Cardos (esposa de Vanderlan), pediu sua desfiliação na tarde desta sexta-feira. Até o momento, nenhuma explicação oficial sobre o ocorrido foi divulgada.

Problemas como esse e as acusações de incoerência política — já que há pouco tempo a legenda prestava suporte a um candidato da oposição — não devem fazer o PSC voltar a trás da decisão tomada ou agir timidamente durante a campanha. “O PSC não vai fazer de conta. Nós vamos às ruas pedir votos”, disse Liminha.

O prefeito de Senador Canedo, Misael Oliveira (PDT), também demonstrou total disposição ao defender a eleição de Marconi. Ele conclamou todos os presentes para que se esforcem pela campanha do tucano.

“Não tem eleição ganha, não. Nós temos que arregaçar as mangas da camisa, trabalharmos diuturnamente, pedir votos, falar do que Marconi está fazendo e do que pode fazer por Goiás”, disse.

O pedetista chegou a se emocionar ao declarar seu apoio a Marconi. “Vamos trabalhar para que o senhor continue sendo o governador dos goianos e não tenho dúvidas de que esse objetivo será alcançado”, bradou, suscitando aplausos do público presente.

Marconi agradeceu a todos aqueles que, agora, apoiam sua candidatura e teceu elogios, inclusive, a Vanderlan Cardoso. Segundo ele, o pessebista, ao não declarar voto a nenhum dos candidatos do segundo turno, manteve coerência com o discurso que vinha proferindo.

“Acho que Vanderlan foi coerente, porque ele fez essa pregação durante a campanha eleitoral, acho que foi honesto com seus princípios, com o que pregou durante a campanha. Queria agradecer a contribuição que ele trouxe à campanha eleitoral, com as ideias que trouxe”, declarou. “Esses apoios foram possíveis graças à decisão de Vanderlan pela neutralidade. Tenho certeza que os melhores companheiros dele no primeiro turno estão neste palanque.”

Ele reforçou a colocação feita por Misael, de que não há eleição ganha, e também chamou seus novos aliados para o trabalho. “Esses dias serão de luta muito intensa. Nosso adversário, no primeiro dia de campanha, já começou a baixaria, com gravações falsas. Nós vamos tratar isso no nível do debate. Vamos para o enfrentamento.”

O governador pontuou ser a melhor opção pelo Estado, citando as inúmeras obras realizadas e os avanços nas áreas de saúde e educação. De acordo com ele, progressos como esses podem estar em risco caso não vença a eleição, fazendo a diferenciação entre o Goiás “moderno, avançado e desenvolvimentista” que defende em contraponto ao “atraso daqueles que querem ganhar a qualquer custo, mesmo que tenham que utilizar os piores expedientes durante o período eleitoral”.

Resistência de Simeyzon

Toda essa empolgação, no entanto, não animou a Simeyzon Silveira, que atualmente atua como deputado e foi eleito para o próximo mandato. Aliado do também oposicionista Ronaldo Caiado (DEM), Simeyzon, garantiu que estava no local apenas atendendo a pedidos da sigla da qual faz parte.

“Todo mundo sabe minha linha, o que sempre defendi”, afirmou. “Estou aqui para prestigiar o evento do PSC.”

Questionado se não achava que o melhor para a legenda fosse apoiar Iris Rezende (PMDB), Simeyzon foi enfático: “Não tenho que achar nada. As convicções pessoais nessa hora estão abaixo do que o partido determina”.

O deputado relatou que, ao ser solicitado a apoiar Marconi, recusou e pediu que ficasse neutro no processo. “Não vou atrapalhar.”

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