Ao fim do aniversário da capital, Iris revive trajetória política em Goiânia e Goiás

Prefeito foi homenageado em documentário biográfico feito pela Record TV. Sessão de lançamento lotou

Prefeito Iris Rezende (MDB) assiste ao documentário sobre sua vida na primeira fileira, ao lado do vice-governador Lincoln Tejota, do líder do Governo na Câmara dos Deputados, Vitor Hugo, Daniel Vilela, Maguito Vilela, o prefeito Gustavo Mendanha e o deputado Luiz Carlos do Carmo| Foto: Elisama Ximenes/Jornal Opção

 

O fim da agenda cheia do aniversário de 86 anos de Goiânia, na quinta-feira, 24, chegou para Iris Rezende (MDB) com uma homenagem da Record TV para ele, por meio do lançamento de um documentário sobre sua vida — Iris Rezende, uma vida em movimento.

O local da exibição, uma das salas de cinema do Kinoplex, do Goiânia Shopping, lotou de imediato. Para que, pelo menos, a maioria se acomodasse, houve quem teve que sentar no chão, outros preferiram continuar de pé.

Antes do início do filme, Iris falou com o público e brincou sobre a lotação da casa: “Não tenho ideia do que se tirou da minha vida pra realizar esse documentário. Eu só sei que me deram a oportunidade de convidar 80 pessoas e as outras 100 seriam convidadas pela emissora”.

Contador de histórias que é, deu alguns spoilers antes da exibição. Contou que é o único político de Goiás a comemorar 60 anos de carreira política. Tentou resumir sua passagem por Cristianópolis até a chegada a Goiânia, aos 15 anos, e relatou sobre a primeira eleição que ganhou.

“Com 15 dias que cheguei a Goiânia, entrou na classe um rapaz, que se apresentou como presidente do Grêmio, e eu não sabia o que era isso. Ele falou que no dia seguinte vinha escolher o representante de classe. Eu fui o primeiro a me candidatar, fez-se a eleição aberta ali, e, com 15 dias eu ganhava a primeira eleição da minha vida, que concorri com outros 4 candidatos”, disse.

O documentário é entrecortado pelas falas do próprio Iris Rezende, de suas filhas, sua irmã e de figuras políticas como Ronaldo Caiado, Daniel Vilela, José Sarney, além da jornalista Cileide Alves, junto a imagens recuperadas e flashbacks encenados de seu passado.

A narrativa vai desde a infância na roça à chegada a Goiânia, engajamento no movimento estudantil, entrada na política e a carreira que se seguiu a partir daí. Um dos momentos mais fortes do filme é, com certeza, o que mostra a época da Ditadura Militar e sua cassação, que o impediu de inaugurar o Parque Mutirama.

Terminada a exibição, o prefeito foi parabenizado pelos presentes, que disputavam a oportunidade de tirar uma foto com ele. À imprensa, o decano se disse gratificado com a homenagem.

Questionado se o menino de Cristianópolis um dia se imaginou chegar a prefeito, governador e até ministro, Iris disse que foi um processo natural. “No início eu não sonhava com isso. O processo começou como representante de uma classe junto ao grêmio, e o resto se seguiu como uma sequência. Com a própria intuição, aquele interesse de servir ao semelhante foi me conduzido, até que cheguei à posição de prefeito de Goiânia e pude mostrar minha competência como administrador”, respondeu.

Sobre perspectivas para Goiânia, ele frisou: “Minha luta é consolidar Goiânia como uma cidade exemplo para Goiás e para o Brasil. Eu entendi quando eleito prefeito que eu ia governar uma cidade constituída de uma população diferente de todas, porque as pessoas chegaram de todas as cidades do Brasil. E quem veio de longe era ousado”.

Sobre uma possível candidatura à reeleição à frente da prefeitura da Capital, Iris desconversou. “Eu me candidatei em 2016, depois de anunciar o término da minha carreira política, pela situação que vivia a prefeitura naqueles dias. Não podia deixar na situação calamitosa que estava, fui candidato para consertar e vou deixar a prefeitura enxuta”, encerrou.

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