A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de uma nova caneta à base de semaglutida no Brasil. Batizado de Yluméc, o medicamento é produzido pela farmacêutica EMS e foi aprovado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2.

A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1 e ganhou popularidade nos últimos anos por estar presente em medicamentos utilizados no controle do diabetes e, em determinadas formulações e indicações, no tratamento da obesidade.

O princípio ativo do novo produto é o mesmo presente no Ozempic. No caso do Yluméc, porém, a indicação informada pela fabricante é para pacientes adultos com diabetes tipo 2.

O registro foi publicado no Diário Oficial da União. A Anvisa enquadrou o Yluméc como medicamento similar, tendo como referência o Ozivy, outra caneta de semaglutida desenvolvida pela EMS e lançada neste ano.

Diferentes doses

O Yluméc terá apresentações em canetas de 1,5 ml e 3 ml. A primeira permitirá quatro aplicações de 0,25 mg ou 0,5 mg, enquanto a segunda será disponibilizada para quatro doses de 1 mg ou 2 mg.

A fabricação ocorrerá na unidade de produção de peptídeos da EMS instalada em Hortolândia, no interior de São Paulo.

Apesar da autorização regulatória, ainda não há uma data divulgada para a chegada do novo medicamento às farmácias. Segundo a fabricante, as próximas etapas envolvem definições relacionadas ao preço, planejamento comercial e cronograma de lançamento.

Mercado de semaglutida

A autorização ocorre em um momento de expansão das opções de medicamentos à base de semaglutida no país. A patente do princípio ativo expirou no Brasil em março de 2026, abrindo espaço para que outras farmacêuticas desenvolvam e comercializem produtos com a substância, desde que cumpram as exigências regulatórias.

A semaglutida atua imitando a ação do hormônio GLP-1, relacionado ao controle da glicose e à regulação do apetite. O medicamento pode contribuir para aumentar a sensação de saciedade e retardar o esvaziamento do estômago.

O uso, entretanto, depende da indicação aprovada para cada produto e deve ser realizado com acompanhamento médico. A popularização das chamadas “canetas emagrecedoras” também levou autoridades sanitárias a reforçarem os cuidados contra a automedicação e o uso desses medicamentos sem orientação profissional.

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