Antes mesmo de chegar à Câmara, Plano Diretor da gestão Iris já é questionado

Vereador Jorge Kajuru (PRP) revelou ao Jornal Opção que reúne um dossiê contra as novas diretrizes propostas pelo Paço 

Vereador Jorge Kajuru | Foto: Alberto Maia

Único vereador de Goiânia que trabalha durante o recesso parlamentar, Jorge Kajuru (PRP) entrou em contato com o Jornal Opção neste sábado (30/12) para comentar a decisão da gestão do prefeito Iris Rezende (PMDB) de enviar a minuta do projeto de atualização do plano diretor somente em fevereiro de 2018.

Segundo ele, tão logo chegue ao Legislativo, o texto será questionado judicialmente. Os motivos são simples: a suposta interferência dos setores imobiliários e do transporte coletivo, além da falta de transparência no processo.

“Estou preparando um dossiê de provas com todas as reuniões sobre o plano diretor, para mostrar a canalhice que foi essa elaboração, comandada totalmente por Agenor [Mariano, secretário de Planejamento] e pelo Codese [Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Estratégico de Goiânia]”, disse.

Kajuru garante ter imagens e vídeos de várias reuniões que teriam sido realizadas em um escritório montado pelo “cartel imobiliário” nas proximidades do estádio Serra Dourada e ao Paço Municipal. “O QG do lobby. Mas não tem problema, eles estão vindo com o milho e eu já estou com o milharal pronto”, rebateu.

Superintendente de Planejamento da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh), Henrique Alves, confirmou à reportagem, nesta semana, que a minuta do projeto de atualização do Plano Diretor de Goiânia só chegará à Câmara Municipal em fevereiro.

A gestão do prefeito Iris Rezende (PMDB) deixou para 2018 o envio das novas diretrizes para o desenvolvimento da capital, que devem ainda ser debatidas e chanceladas pelos vereadores. Legalmente, não há prazo para que o texto seja encaminhado ao Legislativo, mas a previsão era que isso ocorresse ainda em dezembro, mesmo que a aprovação e sanção ficassem para o próximo ano.

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