Anápolis movimenta US$ 1,58 bi em importações de insumos, dos US$ 3,5 bi mobilizados pelo Estado

Cidade se destaca como um dos principais polos atrativos do Centro-Oeste, além de uma das cem cidades mais competitivas do Brasil

Foto: Divulgação

Em 2018, Anápolis concentrou quase 45% das importações de insumos, o que colocou como a principal importadora do Estado. Inclusive, dos US$ 3,5 bilhões destes bens utilizados para produção de medicamentos, máquinas e peças automotivas, US$ 1,58 bi foram movimentados pela cidade, o que a torna uma das cidades mais competitivas do País.

No ano anterior a situação não foi diferente: 49,8% das importações de Goiás foram realizadas por Anápolis, conforme dados da Síntese de Indicadores Socioeconômicos do Instituto Mauro Borges (IMB). Vale ressaltar, o IMB informa que o município, na verdade, se mantém no primeiro lugar dos maiores importadores, desde 2006.

Além disso, o segundo maior PIB de Goiás também pertence a Anápolis. Conforme a última medição do IMB, a cidade representa 7,2% do PIB do Estado, ou seja, R$ 13,118 bilhões.

Atividade

Inclusive, por conta disso, Clécia Satel, mestre em economia regional e pesquisadora do IMB, declara que a cidade é um dos principais polos atrativos do Centro-Oeste. Além disso, ela diz que o nível de importações em crescimento revela o impacto positivo da industrialização no desenvolvimento econômico da cidade.

A pesquisa Urbam System classificou Anápolis entre as cem cidades mais competitivas do Brasil. Inclusive, no quesito melhores municípios para se fazer negócios em 2018, esta cresceu 15 pontos no ranking.

Em relação à economia do Estado, Clécia aponta que o movimento é positivo. Isso, pois, de acordo com ela, a cidade importa insumos para produção de itens de maior valor agregado e que posteriormente serão exportados.

“Esses negócios contribuem significativamente para o equilíbrio da balança comercial do Estado. Só a indústria farmacêutica responderam por 34% das importações em 2018 e as máquinas e peças para montagem de automóveis por mais de 15%”, afirma.

Perfil

Questionada sobre o perfil das importações de Anápolis, a pesquisadora desta que este mudou nos últimos anos. “Especialmente após a instalação da montadora de automóveis Caoa Hyundai em 2007, que precisa adquirir peças pré-fabricadas no exterior”.

Apesar disso, ela afirma que o polo farmacêutico da cidade é o que mais agrega na posição de destaque no ranking de importação. Pontua-se que são mais de 20 empresas do setor, apenas no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), como os Laboratórios Teuto Brasileiro e Neoquímica.

O Daia possui, também, uma Estação Aduaneira e diversas outras empresas. São mais de 200 unidades fabris.

Empregos

Anápolis também se destaca na geração em empregos. Em março passado, um relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) da Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia apontou Goiás como o segundo maior gerador de vagas formais de emprego, no País. Anápolis, por sua vez, ficou entre as cinco cidades goianas com melhor saldo positivo de emprego no acumulado do ano. Foram 865 vagas criadas.

Outro destaque é que, nos últimos 12 meses, o município contabilizou a criação de 1.608 novos postos de trabalho formais. “A industrialização e empregabilidade causam um impacto positivo nos diversos setores da atividade econômica, pois gera demanda por serviços e comércio, alavancando até o mercado imobiliário, por conta da demanda maior por moradias”, afirma Clécia.

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