Investigação averigua se óleo recolhido é o mesmo que aparece no Nordeste

Foto: Felipe Dana/ Agência Petrobras

Amostras de óleo recolhidas em três municípios do Rio de Janeiro foram enviadas para análise ao Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) para saber se é o mesmo resíduo recolhido no litoral do Nordeste brasileiro desde o início de setembro.

As amostras nas praias de Santa Clara e Guiri, em São Francisco de Itabapoana; e na praia do Barreto, em Macaé-RJ. Já no canal das flechas, em Quissamã, foi recolhido, aproximadamente, 1 quilo de resíduo de óleo.

De acordo a Marinha do Brasil (MB), as praias do município de São João da Barra, no norte fluminense, estão limpas.

Na última sexta-feira, 22, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), vinculado à Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro, foi informado sobre a presença de óleo na Praia de Grussaí, em São João da Barra. Na manhã do sábado, 23, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirmou que o resíduo é o mesmo encontrado no litoral do nordeste.

O Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pelo Ibama, informou que o Navio de Pesquisa Hidroceanográfico (NpqHo) Vital de Oliveira, saiu nesta segunda, 25, do Porto de Recife, em Pernambuco, para analisar dados oceanográficos e meteorológicos das correntes do Brasil e Sul-Equatorial, na área entre Pernambuco e Rio Grande do Norte.

De acordo com a Marinha, 23 pesquisadores da Coordenação Científica do GAA estão embarcados no Vital de Oliveira e darão continuidade às ações do GT1 – Modelagem Numérica e Sensoriamento Remoto, que atua na previsão do volume derramado e no deslocamento de manchas de óleo no mar.