Ambulâncias de Goiânia já poderiam ter sido trocadas, diz diretor do Ministério da Saúde

João Salame Neto foi ouvido nesta quinta-feira (8/3) pela Comissão Especial de Investigação que investiga irregularidades na Saúde em Goiânia

Diretor de Atenção Básica do Ministério da Saúde João Salame Neto | Foto: Divulgação/Câmara de Goiânia

A Comissão Especial de Investigação (CEI) que investiga irregularidades na Saúde recebeu nesta quinta-feira (8/3) o diretor de Atenção Básica do Ministério da Saúde João Salame Neto. Ele se comprometeu a intermediar uma reunião com o ministro da Saúde para tratar da situação das ambulâncias de Goiânia. O prefeito Iris Rezende também será convidado.

“Temos um problema emergencial em Goiânia. O número de ambulâncias é insuficiente. Chegamos a ter só quatro rodando num dia, segundo informações de motoristas do SAMU. Esse número com certeza não atende a população e a demora no atendimento pode ter consequências graves”, afirmou o relator da CEI, vereador Elias Vaz (PSB).

O vereador questionou o representante do Ministério da Saúde sobre o processo para aquisição de ambulâncias para o Município. João Salame explicou que as ambulâncias com mais de cinco anos de uso são substituídas automaticamente pelo governo federal mediante solicitação do Município e o processo de reposição é rápido.

“Há outra forma de resolver a situação. Quando o município ainda não atingiu o teto, que é determinado de acordo com o número de habitantes, esses veículos também podem ser adquiridos. É um processo mais burocrático, mas também seria um caminho”. O diretor do Ministério da Saúde também explicou que as ambulâncias do SAMU exigem recursos do Estado (25%), Município (25%) e governo federal (50%).

Elias Vaz lembrou que a maior parte da frota de ambulâncias de Goiânia é de 2010. “Isso significa que muitas poderiam ter sido substituídas já há três anos. Vamos investigar por que isso não foi feito pelo município ou se esse processo já foi iniciado”.

Participaram também os vereadores Jorge Kajuru (PRP), Carlin Café (PPS) e Anderson Sales – Bokão (PSDC). (Da assessoria do vereador Elias Vaz)

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