Álvaro não se convenceu na oitiva sobre venda de créditos outorgados

Presidente da CPI dos Incentivos Fiscais, diz que advogada não respondeu satisfatoriamente a várias questões

Foto: Fábio Costa / Jornal Opção

Segundo Álvaro Guimarães (DEM), presidente da CPI dos Incentivos Fiscais, na oitiva realizada com a advogada Alessandra Virgínia, para tratar sobre vendas de créditos outorgados a empresas com informações privilegiadas, algumas coisas não convenceram. “Por isso decidimos trazer aqui os demais que foram intimados e não compareceram”. Esses são o ex-auditor da receita e ex-marido da jurista, Sandro Costa, e o sobrinho dela, Rafael Almeida, sócio no escritório.

“Ela não deu resposta satisfatória a muitas perguntas que fizemos”, diz Álvaro ao ser questionado sobre a informação de que, apesar do nome do ex-marido dela constar no escritório, Alessandra afirma que ele nunca atuou no mesmo.

Conforme o presidente, os outros dois serão levados a CPI para tentar “obter informações interessantes, para que possamos trazer as empresas, que participaram e que já aprovamos o depoimento nessa comissão. São 20 empresas em discussão e votação e as duas primeiras serão a Caoa e Stemac”. Ainda não há data para a ida dessas.

Créditos outorgados

Na ocasião da oitiva com Alessandra, a advogada disse que a venda destes não é ilegal, se não houver informação privilegiada. Além disso, ela afirmou que sua firma jamais conseguiu realizar um acordo deste tipo.

Ao conversar com o Jornal Opção, Álvaro indagou. “Mas foram feitas [venda de créditos outorgados] por elementos do governo? O que os deputados querem saber é se houve favorecimento de alguém ligado ao governo a essas empresas”.

A expectativa do presidente é que nessa semana Sandro e Rafael compareçam à CPI. “Se for preciso, vamos fazer uma acareação entre eles. Mas por enquanto tentaremos trazer por meio de intimação”.

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