Aliança entre MDB e PSDB é algo distante, mas que pode unir partidos na eleição de 2020, diz Jânio Darrot

Presidente estadual do PSDB avalia que a tendência de união em nível nacional é algo natural, mas que em Goiás é preciso ir com calma. “O cenário hoje é um e daqui dois ou três anos pode ser outro”

Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

Uma união entre MDB e PSDB tem sido vislumbrada no cenário nacional. Em Goiás, os partidos que são históricos adversários em eleições, dão cada vez mais sinais de união. Principalmente entre as alas de oposição ao governador Ronaldo Caiado (DEM) de ambas as siglas. O presidente do PSDB, Jânio Darrot, considera que isso ainda é uma possibilidade distante, mas não descarta união nas eleições de 2020.

A aproximação ganha mais impulso com a recente filiação de Henrique Arantes ao MDB, deputado de oposição. Isso, porque, enquanto o presidente Daniel Vilela atua como opositor de Caiado, os deputados eleitos do partido atuam como base na Casa. Então, agora, a sigla passa a ter um representante no Legislativo que não é da situação.

No evento de filiação, ocorrido na Assembleia Legislativa de Goiás na segunda-feira, 7, deputados peessedebistas não só prestigiaram como se solidarizaram com Henrique Arantes e seu pai, Jovair Arantes, que foram expulsos do PTB por não se alinharem ao Governo.

Sobre isso, Jânio considera que esse é um processo natural. “Como Henrique é oposição, ele está alinhado com os nossos deputados, que também são críticos do Governo. Mas uma aliança é algo que ainda está distante mesmo no cenário nacional”, avaliou.

2020

Mas disse que pode, sim, haver uma união nas eleições de 2020. “O foco do PSDB agora é se reestruturar para garantir as prefeituras e continuarmos sendo o partido com mais prefeitos do Estado, e é possível que, em algumas cidades, as chapas possam sair com o PSDB na cabeça e o MDB na vice”, confessou.

Segundo ele, isso é algo que o partido vislumbra sem qualquer problema. “Eu tenho um trânsito muito bom com os cabeças do MDB, como Daniel Vilela, Maguito Vilela e Iris Rezende, e assim também o é com um dos maiores líderes do PSDB, o ex-governador Marconi Perillo”, disse.

Jânio afirma, no entanto, que embora em 2020 tais chapas possam ser realidade, não há nada vislumbrado para 2022. “É algo que ainda está longe e a política é muito dinâmica. O cenário hoje é um e daqui dois ou três anos pode ser outro”, despistou.

Sobre a união em nível nacional, o presidente estadual disse que é parte de uma tendência que os partidos de Centro têm buscado para se fortalecer. “São siglas que trabalham na mesma linha, com o PSDB mais à esquerda, mas ambos têm muita coisa em comum. Inclusive o meu partido surgiu a partir de dissidentes do MDB, e acredito que para viabilizar o fortalecimento, essa aliança é algo que vale à pena ser estudado”, finalizou.

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