Aécio emprestou avião de Minas Gerais para celebridades

Informações da Folha de S. Paulo mostraram que o ex-governador de Minas deixou que jatos e helicópteros fossem usados por empresários, políticos e até celebridades

Aécio Neves lamentou atual situação do Brasil após prisão de Vaccari | Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

A assessoria de imprensa de Aécio afirmou que todos os voos foram regulares e atenderam aos interesses de Minas| Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

As aeronaves do Estado de Minas Gerais, entre 2003 e 2010, durante gestão do ex-presidenciável Aécio Neves (PSDB), não foram usadas somente por funcionários do governo. Levantamento feito pela Folha de S. Paulo mostram quem os aviões do Estado receberam empresários, políticos e até celebridades, como o apresentador Luciano Huck, a ex-dupla Sandy e Junior e o ator José Wilker.

Conforme dados obtidos pelo jornal por meio da Lei de Acesso à Informação, Aécio solicitou 1.423 voos no período de janeiro de 2003 e março de 2010. Desses, 198 foram feitos sem a presença do tucano ou de funcionários públicos autorizados, como o vice-governador.

A Folha mostrou que dois desses voos foram utilizados por Luciano Huck para se deslocar de Belo Horizonte ao interior de Minas. Outro voo teve a presença de Sandy e Junior, que gravavam um quadro do programa “Caldeirão do Huck”, da Rede Globo. Também usaram o avião do governo os atores José Wilker e Milton Gonçalves, além do próprio ex­-executivo da rede Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho — o Boni.

Além deles, o então presidente do grupo Abril, Roberto Civita, sua esposa, Maria Antônia, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira usaram o helicóptero do governo, sendo que este último utilizou o meio de transporte por três vezes, e os jatos para voos a São Paulo e Rio de Janeiro outras três vezes.

A assessoria de imprensa de Aécio informou que a legislação estadual estabelece apenas diretrizes, e que todos os voos foram regulares e atenderam aos interesses de Minas. (Com informações da Folha de S. Paulo)

 

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Caio Maior

Toda irregularidade deve ser apurada; toda ilegalidade deve ser punida – doa a quem doer. Mas que nenhum delito sirva de pretexto para suspeitos alegarem: “Eu sou, mas quem não é?” – repetindo o antigo bordão do comediante televisivo. Desvio de milhões – ou de bilhões – devem ser punidos com o rigor da lei. Simples assim.

Moacir Romeiro

Causa nojo a cara deste senhor.