Os advogados de defesa dos denunciados na Operação Caifás foram multados em 30 salários mínimos, podem receber punições da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) e serão substituídos no caso. A ordem se deve ao uso de estratégias procrastinatórias – há mais de um ano os advogados atrasam a apresentação das alegações finais para que o juiz possa emitir sua sentença. Cabe recurso. 

A determinação foi do Juízo da 2ª Vara dos Feitos Relativos às Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais a partir de um pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO). Conforme o promotor Douglas Chegury, os advogados usam de má-fé para fazer com que a tramitação da ação penal se arraste indefinidamente. Agora se espera que novos advogados 

A multa aos advogados chega a R$ 39. A OAB foi inforamda para que adote providências cabíveis visando a eventual sanção disciplinar. Na determinação, a 2ªa Vara publicou: “Com a intimação pessoal dos réus para constituírem novos causídicos, no entendimento deste Juízo, se mostra a única forma de recompor a ordem no processo e retomar o trâmite regular da ação penal”. Agora, acusados devem nomear novos advogados em cinco dias e as alegações finais devem ser apresentadas dentro de 20 dias.

O caso

O MPGO deflagrou em 3 de março de 2018 a Operação Caifás, para desarticular uma associação criminosa que atuava desviando recursos da Diocese da Igreja Católica de Formosa e de algumas paróquias ligadas a ela em outras cidades. 

As investigações revelaram que o bispo de Formosa, José Ronaldo Ribeiro, desviou quase R$ 2 milhões em recursos da igreja. Além do dinheiro, padres e vigários tinham grande quantidade de objetos de ouro e 162 carros de luxo.