Acusados de matar Valério Luiz perdem último recurso no Supremo Tribunal Federal

Apesar de a defesa não poder mais recorrer, um dos réus deu entrada com um pedido de incidente de insanidade mental, o que atrasa a data do julgamento

Levado à última instância, o recurso da defesa de Maurício Borges Sampaio foi negado pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). Acusado de ser o mandante do assassinato do radialista e cronista esportivo Valério Luiz de Oliveira em 2012, Maurício não pode mais recorrer à justiça.

De acordo com o advogado e filho da vítima, Valério Luiz Filho, que falou à reportagem nesta terça-feira (26/6), a defesa do réu recorre à Justiça desde 2014 buscando evitar que o julgamento fosse encaminhado ao Tribunal de Júri, medida que já havia sido tentada outras vezes também tanto no STF quanto no Supremo Tribunal de Justiça.

“Agora, sem recursos da defesa, a única coisa que está impedindo a ida do processo ao júri é o pedido de incidente de insanidade mental feita por um dos réus, o sargento Djalma Gomes da Silva. Com isso, o exame foi marcado para outubro e só após o laudo estar pronto é que a data do julgamento será marcada”, explicou.

O Jornal Opção tentou entrar em contato com a defesa de Maurício Borges Sampaio e com o próprio acusado, porém nenhum dos dois atenderam aos telefonemas até a publicação dessa matéria.

Crime

O radialista e cronista esportivo Valério Luiz foi assassinado com seis tiros à queima-roupa por um motociclista enquanto saía da Rádio Jornal 802 AM, onde trabalhava.

O então vice-presidente do Atlético Clube Goianiense à época do crime, Maurício Borges teria agido para retaliar as duras críticas feitas pelo comunicador. O inquérito policial aponta que mais quatro pessoas participaram diretamente no assassinato do jornalista.

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