“A privatização da Petrobras é um erro”, opina deputado José Nelto 

Parlamentar sugere abertura do mercado petroleiro para quebrar monopólio estatal 

Após troca-troca de presidente da Petrobras e nada dos preços dos combustíveis reduzirem, o Governo Federal sinaliza que a melhor opção é privatizá-la. Diante disso, os petroleiros prometem que farão uma “greve histórica” se o presidente Jair Bolsonaro (PL) encaminhar a proposta de venda da empresa. “A privatização da Petrobras é o maior erro do governo tem, é um erro histórico. O que tem que fazer no Brasil para baixar o preço do petróleo é quebrar o monopólio da Petrobras”, sugere o deputado federal, José Nelto (PP).

Nesse raciocínio, o deputado pontua a necessidade de abertura do mercado nacional para a exploração e refinamento estrangeiro do petróleo, ou seja, permitir que empresas de outros países se instalem no Brasil. Ele critica ainda a formação de cartel de distribuidoras e de postos de combustíveis. “São os verdadeiros ladrões que tem hoje, porque abaixa o preço de impostos e continuam com preço alto na bomba”, denúncia, cobrando fiscalização.  

Coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, na última quinta-feira, 12, chamou de “bode expiatório” responsabilizar a empresa e funcionários pela alta de preços dos combustíveis. “Bolsonaro deveria assumir o papel de mandatário e acabar com essa política de preços covarde, que vem levando o povo cada vez mais à miséria”, criticou.

Apenas neste mês, a estatal reajustou em 8,87% o preço do diesel nas refinaria e, consequentemente, nas distribuidoras, cujo preço médio do combustível saltou de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro. Os preços praticados pela Petrobras são baseados na cotação do petróleo no mercado internacional, desde 2016. Isto é, a chamada política de Preço de Paridade Internacional (PPI).

A reação contrário ocorreu após discursos de Adolfo Sachsida, novo ministro de Minas e Energia, esse disse que pediria estudos ao ministro Paulo Guedes, da Economia, sobre a privatização da Petrobras e da PPSA, responsável pelo Pré-sal. “Meu primeiro ato como ministro de Minas e Energia é solicitar ao ministro Paulo Guedes que leve ao conselho do PPI a inclusão da PPSA no PND [Plano Nacional de Desestatização] para avaliar as alternativas para a sua desestatização”, afirmou.

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