52% avaliam que é “ruim para o Brasil” a participação de militares no governo

Em abril, 45% dos entrevistados fizeram o mesmo apontamento em relação a presença de milicos no governo

Foto – Marcos Corrêa/PR

Assim como Jair Bolsonaro, a avaliação dos militares no governo segue a piorar. Pesquisa do PoderData, divulgada na manhã desta sexta-feira (20) pelo site Poder 360, aponta que mais da metade dos brasileiros aponta que é ruim para o Brasil a participação de integrantes das Forças Armadas no governo federal.

O levantamento revela que 52% avaliam como negativa a presença dos militares. Em abril, 45% dos entrevistados fizeram o mesmo apontamento em relação a presença de milicos no governo. Ou seja, de lá para cá a pesquisa registrou um crescimento de 7 pontos percentuais

O índice que avalia como positiva a participação dos militares registrou uma queda. Recuou três pontos percentuais, de 35% para 32%. Para 12%, a presença dos milicos não afeta o Brasil e 4% não souberam opinar.

A pesquisa foi a campo de 16 a 18 de agosto de 2021 e realizou 2.500 entrevistas em 433 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

 

Uma resposta para “52% avaliam que é “ruim para o Brasil” a participação de militares no governo”

  1. Lugar de militar é no quartel, e não no governo, em cargo civil.

    De um modo geral, quando militares da ativa ocupam cargos de natureza civil na administração pública, o resultado é quase sempre desastroso.

    Exemplo disso é o do ex-ministro da Saúde, GENERAL Eduardo Pazuello, cuja atuação na pasta da Saúde em relação à pandemia foi uma verdadeira tragédia, verificando-se momentos de desespero e agonia da população em busca de socorro em hospitais , sem leitos disponíveis e sem respiradores para pacientes com COVID-19, em um completo colapso do sistema de saúde comandado pelo GENERAL Pazuello, em que muitas pessoas morreram agonizando asfixiadas, sufocadas, sem oxigênio e sem amparo, à espera de uma vaga na UTI, enquanto o GENERAL, então titular da pasta da Saúde, promovia o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra Covid, como cloroquina e ivermectina, como mostra matéria publicada no G1 (https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2021/01/18/pazuello-diz-agora-que-ministerio-orienta-atendimento-precoce-e-nao-tratamento-precoce.ghtml )

    O desleixo e a demora do Ministério da Saúde sob o comando do GENERAL Pazuello na aquisição de vacinas, bem como a falta de compromisso na elaboração de um plano nacional de imunização fez intensificar sobremodo a crise sanitária instalada no país.

    E hoje, lamentavelmente, o Brasil ultrapassa a triste marca de 570 mil mortes pela Covid.

    Diga-se, por oportuno, que tramita na Câmara dos Deputados a PEC 21/21, que proíbe militares da ativa de ocuparem cargos civis na União, estados, Distrito Federal e municípios. O texto em tramitação será analisado pela CCJ.

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