28 dos 41 deputados estaduais aproveitaram a janela partidária deste ano

Até o início da noite da última sexta-feira, 1º, quando fechou a janela, pelo menos 28 deputados demonstraram interesse de sair da sigla, ou já consolidaram uma nova filiação, o que se confirmou no último final de semana; outros dois trocaram de sigla antes da “janela”

Dos 41 deputados estaduais eleitos nas Eleições Gerais de 2018 para mandato até 2022, 28 aproveitaram a “janela partidária”, que se encerrou na última sexta-feira, 1º, para trocar de sigla sem correr o risco de perder o mandato. Alguns dos parlamentares aguardaram até o último momento, o sábado, 2, para abonar as fichas de filiação, como foi o caso do deputado Alyson Lima que trocou o Solidariedade pelo PSB, exatamente na data limite para que as legendas e federações tenham todos os nomes registrados.

Até o momento, o número de parlamentares que mudaram de partido durante o último mês, quando abriu a janela partidária, chega a 68% de toda a Assembleia Legislativa eleita. A eles ainda se somam os deputados Tião Caroço (União Brasil) e Henrique Arantes (MDB), que trocaram de sigla antes da “janela”. Deixaram, respectivamente, o PSDB e o PTB, fazendo o número chegar a 30 parlamentares que mudaram de sigla desde 2018.

Assim como Arantes, a maioria dos parlamentares optou pelo União Brasil, do governador Ronaldo Caiado (UB), ou pelo MDB, que é dirigido pelo pré-candidato a vice-governadoria, Daniel Vilela (MDB). O Democratas, que tinha quatro deputados federais eleitos, mais a bancada de dois parlamentares do PSL, deve saltar para dez parlamentares. O MDB, que perdeu os dois dos três deputados eleitos, saltou para seis: Amilton Filho (ex-Solidariedade); Charles Bento (ex-PRTB); Francisco Oliveira (ex-PSDB); Thiago Albernaz (ex-Solidariedade); Lucas Calil (ex-PSD) e o próprio Henrique Arantes.

O MDB fez três cadeiras em 2018: Paulo Cezar Martins, Bruno Peixoto e Humberto Aidar. Paulo Cezar e Bruno aproveitaram a janela para se filiar, respectivamente, ao PL e União Brasil, enquanto, Humberto Aidar renunciou ao mandato assumir o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO). Ele foi substituído por Max Menezes (MDB), que assumiu o posto, mas trocou o MDB pelo PSD, também aproveitando a “janela partidária”.  

União Brasil tem dez nomes

O partido do governador recebeu a filiação de Virmondes Cruvinel, ex-Cidadania e do Líder do Governo, Bruno Peixoto, eleito pelo MDB, mas que trocaram de sigla no início da última semana. A eles ainda somaram-se Amauri Ribeiro (eleito pelo Patriota), Rubens Marques (eleito pelo Pros) e Talles Barreto (eleito pelo PSDB). Os deputados Álvaro Guimarães, Chico da KGL, Dr. Antônio e Iso Moreira foram eleitos pelo antigo Democratas e continuaram na sigla após a fusão com o PSL.

Além de MDB e União Brasil, o PL é o terceiro partido com mais filiações. Recebeu as fichas de Paulo Cezar Martins, Major Araújo (ex-Patriota), Delegado Eduardo Prado (ex-PV e ex-DC) e Cláudio Meirelles (ex-PTC) e ainda pode receber a filiação de Paulo Trabalho, que foi eleito pelo PSL e foi para o PL, após conseguir sua desfiliação do União Brasil.

O PRTB, que estabeleceu um teto de 14,2 mil votos, recebeu as filiações de Coronel Adailton, que eleito pelo Progressistas, e Wagner Neto, eleito pelo Solidariedade, como já adiantado pelo Jornal Opção. Todos os parlamentares estão abaixo do teto estabelecido pela sigla, que manteve somente o atual deputado estadual Julio Pina (PRTB).

O PSB agora passa a ter uma bancada de três parlamentares. Fez apenas o presidente Lissauer Vieira e, com a saída para o PSD, recebeu as filiações de Karlos Cabral, que foi eleito pelo PDT, mas deixou a sigla para se filiar ao PSB durante a “janela”, além dos deputados Alysson Lima e Sérgio Bravo, que foi eleito pelo Pros.

O Pros, por sua vez, perdeu todas as três cadeiras no parlamento. Somente o deputado Zé Carapô, que foi eleito pelo DC, se filiou ao PROS, onde será um dos dirigentes da sigla.

O Republicanos não deve receber deputados em mandato para concorrer à reeleição. O único parlamentar que se filiou a sigla foi Rafael Gouveia. O deputado deixou o Progressistas na janela partidária. Ele foi eleito pelo DC e mudou de sigla pela segunda vez durante o mandato. O Patriota também recebeu filiação do deputado Delegado Humberto Teófilo. O político deixou o PSL após a fusão com o Democratas e estava sem partido.  

Henrique César (PSC), Jefferson Rodrigues (Republicanos), Adriana Accorsi (PT), Helio de Sousa (PSDB), Chico KGL (eleito pelo Democratas, hoje União Brasil), Antônio Gomide (PT), Dr. Antonio (eleito pelo Democratas, hoje União Brasil), Lêda Borges (PSDB), Wilde Cambão (PSD), Julio Pina (PRTB) e o deputado Iso Moreira (eleito pelo Democratas, hoje União Brasil) não mudaram de sigla. Iso Moreira, inclusive, segue está internado com Covid-19.

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