Ex-vereador condenado por corrupção tenta emplacar projeto de ajuste a procuradores de Goiânia

Amarildo Pereira teria ido à Câmara na manhã de terça, 12, para conversar com parlamentares. Ele afirma que se trata apenas de um projeto piloto

O ex-vereador Amarildo Pereira tenta emplacar matéria da Prefeitura de Goiânia, que prevê reajuste para auditores e procuradores da Capital, na Câmara Municipal. Ele também é servidor de carreira da Procuradoria-Geral do Município.

Segundo informações de bastidores, Amarildo esteve na Câmara na manhã de terça-feira, 12, para falar com o presidente da Casa, mas não foi atendido. Há chances da pauta ser arquivada no Legislativo.

Na segunda-feira, 11, o Jornal Opção teve acesso ao Projeto de Lei Complementar enviado à Câmara Municipal de Goiânia propondo ajuste no salário de auditores e procuradores da Capital. Assustou o fato de a categoria 1, que tinha salário base de pouco mais de R$ 3 mil, passar a receber R$ 18,5 mil, enquanto outras categorias se sente prejudicadas sem aumentos previstos em Lei.

Amarildo teve o mandato cassado no início dos anos 2000 após diversas denúncias de corrupção. Ele foi condenado a mais de 10 anos de prisão pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em processo relacionado ao desvio de R$ 7 milhões do dinheiro destinado pela Câmara de Goiânia ao INSS.

À reportagem, Amarildo disse que esse aumento é apenas um projeto piloto para que se instale um modelo de aumento de salários para todas as categorias. Segundo ele, apesar de a porcentagem assustar, nenhum procurador e auditor recebe o salário base mais.

“Estamos indo à Câmara apenas para conversar, não se trata de articular nada, porque quem vota são os vereadores. Queremos apenas que o Executivo tenha maior controle sobre os aumentos, porque hoje em dia isso é feito muito por meio de gratificações”, disse.

Ele também explica que o projeto é fruto de um estudo de um ano e meio feito pela categoria e a ideia é que seja replicado para as outras. “Todos os setores têm direito e defendemos isso”, disse. Amarildo ainda completou que a classe de auditores e procuradores era um setor mais fácil para fazer o projeto piloto.

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