Os técnicos de informática do Palácio do Planalto receberam ordens para deletar arquivos dos computadores da Presidência da República. A alegação é de que as máquinas estavam contaminadas por vírus, os malwares.

A informação foi divulgada pelo jornalista Rodrigo Rangel, do Metrópoles. No entanto, o engenheiro de computação Renato Froes esclareceu ao Jornal Opção que a formação de máquinas é o último recurso.

O engenheiro explica que a formatação de um computador é a opção de apagar os dados, sendo necessário a reinstalação completa de todos os programas. Dentre os quais, sistema operacional, pacote office e navegadores. “O cuidado principal que se tem ao formatar um computador é com os dados. É fazer o backup desses dados, ou seja, é a cópia de segurança dos dados”, frisa.

De acordo com ele, ao fazer o backup por causa de vírus é necessário fazer “desinfecção” de dados. Nesse sentido, em todos os casos, o especialista reforça que é possível a realização do backup. “Sempre é possível fazer backup. O técnico que fala que não é possível fazer backup, porque ele está sendo preguiçoso. Dá trabalho fazer backup, porque tem que pegar o dispositivo daquele máquina, pegar o HD e o SSD colocarem em outra máquina com um antivírus bom e que conseguir fazer ‘desinfecção’”, afirma.   

Pós-eleição

A formação de computadores do Planalto chamou a atenção de funcionários por ocorrer após a eleição de 30 de outubro, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PL).