Na intenção de aprovar a PEC da Transição no Congresso, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reuniu-se na terça-feira, 13, com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), em Brasília. No encontro, ocorrido a portas fechadas, o deputado teria pedido mais de cem cargos ministeriais de primeiro escalão para aliados.

Segundo apuração dos repórteres Cláudio Dantas e Wilson Lima, d’O Antagonista, Lira estaria negociando 150 cargos para membros de sua base, incluindo os ministérios da Saúde, Minas e Energia, a presidência da Caixa, da Codevasf e de Furnas. Além disso, o acordo envolveria de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões de verba do novo orçamento sob seu comando.

À reportagem, um líder partidário aliado de Lula teria dito que “o que está travando a PEC são os cargos. Resolvidos os cargos, a gente resolve a PEC”.

Ao fim da terça-feira, com o suposto acordo definido, a Câmara aprovou projeto de lei que reduz de 36 meses para 30 dias quarentena de políticos com cargos em partidos, fundações ou participação em campanhas possam assumir o comando de empresas públicas. A medida serve para permitir a indicação de Aloizio Mercadante no BNDES, além de beneficiar toda a tropa fisiológica de Brasília.