Reforço político lança “fogo amigo”

Senador Magno Malta: “Tocantins é o Estado que mais tem corruptos” | Foto: Lia de Paula/ Agência Senado

A presença do senador Magno Malta (PR-ES), líder da bancada evangélica no Senado Federal, foi o ponto alto da caravana que iniciou em Gurupi, passou pela capital e foi encerrada em Araguaína. “Eu vim aqui para pedir para aquelas pessoas que acreditam em mim, que acreditam na defesa dos valores da família brasileira, para votarem em Vicentinho Alves”, disse Malta. “Temos oportunidade de mudar o Brasil. E vamos começar pelo Tocantins. Nesse momento a minha fala é para os que não votaram em Vicentinho Alves no primeiro turno e para os indecisos. Peço que reflitam, comparem os candidatos, e tenho certeza de que votarão em Vicentinho Alves”, acrescentou.

Malta ainda “jogou gasolina no fogo” ao discursar sobre o que classificou de ingratidão ao se referir ao apoio do prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (sem partido), ao adversário Mauro Carlesse (PHS) no segundo turno, apesar de ter sido eleito com o apoio de Vicentinho. “Eu quero falar para quem errou no primeiro turno, para que não erre no segundo. A doutrina cada um tem a sua, mas somos todos cristãos. Ou nós nos juntamos contra a corrupção ou continuaremos dominados por eles. Eles venceram porque nós – os cristãos – nos dividimos”, completou.

O senador capixaba, contudo, cometeu uma gafe sem precedentes. Ele enfatizou que o Tocantins é uma miniatura do Brasil: “É o Estado que mais tem corruptos no Brasil. Se o Tocantins quer a corrupção, precisamos chorar pelo Tocantins. Mas se quer mudar esse estado de coisas, vamos eleger Vicentinho Alves”. Contudo, Malta se esqueceu que esses mesmos políticos que ele classificou como corruptos, estavam, na sua ampla maioria, no mesmo palanque de Vicentinho Alves ou declararam apoio ao republicano.

Gastos excessivos
Segundo a coligação “A Vez dos Tocantinenses”, de Vicentinho Alves, os dados disponíveis no Portal da Transparência apontam que, juntos, os deputados estaduais Mauro Carlesse (PHS) e Wanderlei Barbosa (PHS) – candidatos a governador e a vice-governador, respectivamente – chegaram a pagar quase R$ 700 mil para mais de 211 funcionários não concursados da Assembleia Legisla­tiva, a maioria deles se refere a funções que não exigem obrigatoriedade de registrar presença e podem ficar na denominada base de atuação do parlamentar, no interior do Estado.

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